Dicas Tour Salar de Uyuni – Bolívia – Deserto de Sal

O Salar de Uyuni é um dos lugares mais fantásticos que já conhecemos. O deserto de sal desperta a imaginação de muitas pessoas e o tour pelo salar é destino obrigatório de muitos mochileiros que viajam pela América do Sul, principalmente os que passam pela Bolívia e Deserto do Atacama no Chile.

Nesse artigo vou relatar como foi o nosso tour no Salar de Uyuni, além de dar muitas dicas e detalhes de como funciona o tour, quais tipos de passeios que existem, como chegar em Uyuni, onde ficar, preços, dicas de agências, etc.

Também vou relatar os perrengues que passamos, inclusive tivemos que parar o tour pela metade :(

Mas apesar de todas as dificuldades o Salar de Uyuni é um lugar mágico que ficará para sempre em nossas memórias.

Nosso relato está recheado de fotos do deserto de sal e não deixe de assistir o vídeo no final do artigo. Ele vai te dar uma excelente noção de como é o Salar de Uyuni.

Isla Incahuasi - Salar de Uyuni - Bolívia

Sobre o Salar de Uyuni:

O Salar de Uyuni é o maior Deserto de Sal do mundo, formado através de lagos pré-históricos. Com mais de 10 mil Km² de área o deserto tem uma camada de sal com espessura variável entre 2 e 10 metros. Ele fica no sudoeste da Bolívia, no Altiplano Boliviano, a pouco mais de 3600 metros de altitude. Ele fica próximo da cidade de Uyuni na Bolívia e relativamente próximo da fronteira com o Chile. A área ao redor do salar é desértica e cheia de lagunas e vulcões.

Mapa de Localização do Salar de Uyuni:

Veja abaixo a localização do Salar de Uyuni na Bolívia. O mapa é interativo. Use ele para navegar e ver onde fica o Deserto de Sal:

Melhor Época para visitar o Salar de Uyuni:

Você deve escolher a melhor época para visitar o deserto de sal de acordo com a sua preferência: o salar seco ou alagado. A paisagem é totalmente diferente. O salar seco é branco. Na época de chuvas ele fica alagado com cerca de 30cm de água e se torna um espelho gigantesco que reflete o céu no chão.

As duas paisagens (seco e molhado) são bonitas e diferentes. Muitas pessoas preferem conhecer o salar na época de chuvas e dizem que a imagem dele com água é impagável. A época de chuvas vai de Dezembro até Março. Entre Abril até Novembro/Dezembro o salar fica seco. Nós visitamos o salar no dia 3 de Janeiro e ele excepcionalmente estava seco.

Outra questão importante é o frio. Nas noites de verão dificilmente a temperatura abaixa de 0º. No inverno faz muito menos que isso. Uns falam que pode chegar a -20º, outros a -30º e alguns dizem que há noites que chega a -40º, mas não sei se realmente chega a tanto ou é lenda.

Meses como Abril, Maio, Outubro e Novembro não fazem tanto frio e a tendência é que o salar esteja seco.

A altitude:

A cidade de Uyuni e o Salar de Uyuni ficam a cerca de 3600 metros de altitude, a mesma altitude de La Paz. Não é fácil para quem não está aclimatado. Muitas pessoas passam mal com o soroche (mal da altitude). E o cansaço após um esforço físico é muito maior do que estamos acostumados.

Alguns efeitos do soroche: dor de cabeça, mal estar, ânsia, insônia e cansaço. Tomar chá de coca e mascar folhas de coca podem aliviar os sintomas. Também há um remédio chamado Sorojche Pills. É recomendado beber muita água, alimentação leve, comer a cada 3 horas e não fazer muito esforço físico.

Nós estávamos seguindo todas as recomendações e mesmo assim sofríamos bastante. Já era o nosso sexto dia na altitude e ainda não estávamos bem. Eu ainda não tinha tomado uma cerveja na viagem. Até o réveillon passei tomando água.

O tour de 3 dias no Salar de Uyuni passa por lugares muito altos, chegando até a 4900 metros de altitude. Para quem faz o tour saindo de Uyuni a subida é gradual e os 4900 metros são atingidos na manhã do 3° dia do tour, no Geiser Sol da Mañana. A segunda noite tem a hospedagem mais alta, a mais de 4000 metros.

Já para quem sai de San Pedro do Atacama a situação é pior. San Pedro está mais baixa que Uyuni, a 2400 metros de altitude. E como o caminho do tour é o inverso, a altitude de 4900 metros é atingida logo no 1º dia do tour, quando os turistas ainda não estão muito aclimatados. O desnível é muito grande para um dia. E a 1º noite é a mais de 4000 metros. Por isso mais turistas passam mal começando o tour por San Pedro. Começando por Uyuni ainda há um tempinho para o corpo se acostumar um pouco.

Outro agravante da região é o tempo seco. É uma região desértica e acredito que potencializa a dificuldade de respirar e a falta de oxigênio.

Como Chegar em Uyuni:

Ônibus: A maioria das pessoas que chegam a Uyuni vem de ônibus desde La Paz. A viagem de ônibus entre as 2 cidades demora cerca de 10 a 12 horas e está sujeita aos frequentes bloqueios das estradas por protestos, alagamentos, ônibus atolados e quebrados. Há duas opções: ônibus turístico ou comum. As más (e sinceras) línguas dizem um é ruim e o outro é péssimo :)

A viagem é bem desconfortável, já que o trecho entre Oruro e Uyuni não é asfaltado. Conversamos com algumas pessoas que fizeram o trecho La Paz-Uyuni de ônibus e ficaram muito cansados e desgastados pela viagem. É difícil dormir no ônibus porque ele balança muito. Os ônibus saem à noite e chegam no dia seguinte pela manhã. Eles saem à noite tanto de La Paz quanto de Uyuni. Muitos mochileiros optam por chegar em Uyuni de ônibus pela manhã e já iniciar o tour pelo salar (os tours saem às 10:00). E no final do 3º dia do tour já pegam um ônibus de volta para La Paz (o tour termina às 18:00). Nem preciso dizer o quanto isso deve ser cansativo.

Uma das empresas mais recomendadas para fazer a viagem de ônibus entre La Paz e Uyuni é a Todo Turismo.

A boa notícia é que estão asfaltando o trecho Oruro – Uyuni (em Janeiro de 2015 estavam asfaltando, mas não sei a previsão do término da obra). Com isso todo o trajeto La Paz-Uyuni será asfaltado, diminuindo o tempo de viagem e aumentado o conforto.

Também é possível chegar de ônibus a Uyuni desde outras cidades da Bolívia como Potosí (+- 7 horas), Oruro (+- 8 horas), Tupiza (+- 8 horas), Sucre (+- 10 horas), Cochabamba (+- 12 horas). Algumas das linhas não são diárias.

Trem: há uma ligação por ferrovia entre Oruro e Uyuni. A viagem dura cerca de 7 horas e as saídas não são diárias. De Oruro a La Paz é possível ir de ônibus (4 horas). Não há trem entre Oruro e La Paz.

Avião: é a melhor, mais fácil, prática e cara maneira de chegar a Uyuni. Há voos da companhia Amaszonas desde La Paz. O voo dura apenas 45 minutos e são operados em jatos Bombardier CRJ-200 com capacidade para 50 passageiros.

Nós fomos e voltamos de Uyuni para La Paz de avião. E não nos arrependemos. Pagamos cerca de 130 dólares o trecho por passageiro. Não é barato. Mas além do conforto, a rapidez da viagem proporcionou mais tempo. E como tínhamos dias contados de férias, se fôssemos de ônibus teríamos que escolher entre o Salar de Uyuni e Copacabana (a da Bolívia e não do Brasil).

É muito difícil comprar as passagens pelo site da Amaszonas, a maioria dos cartões brasileiros são recusados. Espero que eles melhorem o sistema de pagamentos do site. Nós compramos através do escritório da Amaszonas em Campo Grande (MS). Se você não tiver um roteiro com os dias fixos, acho que dá para deixar para comprar a passagem lá na Bolívia mesmo. Pelo menos os 2 voos que fizemos não estavam cheios.

Nos sentimos completamente seguros com a companhia. Os aviões tem aspectos de novos e os voos foram bem tranquilos:
Amaszonas - Bolívia

Amaszonas - Bolívia

No voo de ida para Uyuni o Salar fica ao lado direito da aeronave e no voo de volta ao lado esquerdo. Início do Salar de Uyuni visto do avião:
Salar de Uyuni - Bolívia

Aeroporto de Uyuni:
Aeroporto de Uyuni- Bolívia

Onde ficar em Uyuni:

A maioria dos turistas pernoita 1 noite em Uyuni antes e/ou após o tour no salar. A cidade é pequena e rústica. Ela fica no deserto (não no de sal, mas de terra mesmo). Quando fomos estava ventando bastante, a cidade estava bem empoeirada. Muita poeira e terra no ar.

Não existe uma excelente estrutura de hospedagem. Mesmo os locais mais estruturados acabam pecando em um aspecto ou outro, como atendimento, limpeza, café da manhã, etc. Mas isso não é exclusivo de Uyuni, em La Paz e Copacabana também percebemos o mesmo.

Nós ficamos no Hostal La Magia de Uyuni. Como fomos no período de réveillon (chegamos em Uyuni dia 2 de Janeiro) queria deixar a hospedagem já reservada. Os preços estavam caros e havia poucas opções nos sites de reserva online. O La Magia de Uyuni era uma das únicas opções disponíveis.

Pelas fotos o La Magia de Uyuni passa uma imagem superior ao que é na prática. Não achamos o local dos mais limpos, o café da manhã era razoável e o atendimento bem rude.

Fachada do Hostal La Magia de Uyuni:
Hostal Magia de Uyuni - Bolívia

Áreas comuns:
Hostal Magia de Uyuni - Bolívia

Hostal Magia de Uyuni - Bolívia

Hostal Magia de Uyuni - Bolívia

Café da manhã:
Hostal Magia de Uyuni - Bolívia

O nosso quarto até era bonito, com vista para a rua.
Hostal Magia de Uyuni - Bolívia

Hostal Magia de Uyuni - Bolívia

Hostal Magia de Uyuni - Bolívia

Rua empoeirada em frente ao hotel (vista da janela do nosso quarto):
Hostal Magia de Uyuni - Bolívia

Mas por uma grande infelicidade o piso do quarto era de carpete. E estava bem sujo, dava para ver a poeira no carpete. Acho que não combina piso de carpete com uma cidade empoeirada no meio do deserto. Ainda mais em um hotel que não é dos mais limpos. Mais adiante eu relato como esse carpete pode ter contribuído para pararmos o tour no salar pela metade.

Quando levantamos a coberta vimos que a roupa de cama estava cheia de pelos e cabelos. Fui reclamar com o rapaz da recepção. Ele muito mal-humorado fez uma cara de que não era possível a roupa de cama estar suja. Falei que estava e ele foi conferir lá no quarto. Mostrei a ele. Depois ele voltou com outro jogo de roupa de cama e meio que jogou pra cima de mim. Nós mesmos trocamos. E o novo lençol também tinha uns pelos, bem menos, mas tinha.

Enfim, não recomendo o Hostal La Magia de Uyuni. Apesar da simplicidade de Uyuni deve haver opções de hospedagem melhores na cidade.

Mais opções de hospedagem em Uyuni:

Le Petite Porte: era aqui que queríamos ficar, mas já estava lotado. Muito bem recomendado.
Hotel Jumari: bem localizado e recomendado.
Hostal Oro Blanco: ao lado da Estação Ferroviária e da Praça Principal.
Hotel Jardines de Uyuni: fica um pouco afastado do Centro, mas dizem ser bom.
Piedra Blanca Backpackers Hostel: opção mais barata. Entre os hostels é um dos mais recomendados.

Outras opções de hospedagem em Uyuni que estão entre os melhores avaliadas nos sites de reserva on-line: Tonito Hotel e Tambo Aymara.

Tipos de Tour Salar de Uyuni:

São vários tipos de tours que as agências oferecem no deserto de sal. A diferença entre eles se dá na quantidade de dias que dura o tour. Há tours de 1, 2, 3, 4 ou mais dias. O tour é feito em veículos 4×4 (a grande maioria Toyota Land Cruiser).

Nossa Toyota Land Cruiser no Salar de Uyuni:
Tour Salar de Uyuni - Bolívia

O tour de 1 dia sai da cidade de Uyuni e retorna até ela no final do dia. Os de 2 ou mais dias só retornam a Uyuni no último dia. As noites são passadas em alojamentos ou hotéis rústicos.

Também é possível fazer a partir de San Pedro do Atacama no Chile (tour de 3 dias). Muitos viajantes começam o tour em Uyuni e terminam em San Pedro do Atacama (ou vice-versa) e depois continuam a viagem. Mas para isso é necessário fazer o tour de 3 dias.

Qual a diferença entre o tour de 1 ou mais dias?

O deserto de sal em si você vai conhecer do mesmo jeito fazendo tour de 1 ou mais dias. Saindo de Uyuni o primeiro dia é reservado para o Salar. Saindo de San Pedro do Atacama o Salar é deixado para o último dia. Nos demais dias o tour passa por outras atrações da região: lagunas, vulcões e paisagens desérticas inesquecíveis.

Roteiros Tour Salar de Uyuni:

São muitas as agências que oferecem o tour. O roteiro é parecido entre elas, mas pode haver pequenas diferenças. Também é possível contratar um tour privativo e montar o próprio roteiro.

Os tours mais comuns são os de 1 e 3 dias. Todos os brasileiros que encontrei em Uyuni estavam fazendo o tour de 3 dias. Acredito que seja o mais comum entre nós brasileiros.

Abaixo vou descrever o roteiro dos tours de 1 e 3 dias saindo de Uyuni. Saindo de San Pedro do Atacama (3 dias) o roteiro é bem parecido. É só inverter. Ele é ao contrário. É claro que pode haver mudanças entre uma agência e outra e também na época de chuvas que é entre Dezembro e Março. Explico mais abaixo sobre o tour na época de chuvas.

Tour Salar de Uyuni 1 Dia:

Roteiro: Cementério de Trenes (Uyuni), Processamiento de Sal (Colchani), Montículos de Sal, Museo (Hotel) de Sal Playa Blanca, Isla Incahuasi. Os montículos, o museo e a isla ficam dentro do Salar de Uyuni. A saída é as 10:00 da manhã de Uyuni.

Tour Salar de Uyuni 3 Dias (2 Noites):

1º dia: o roteiro é o mesmo acima.

2º dia: Salar de Chiguana, Mirador Volcán Ollague, Laguna Cañapa, Laguna Hedionda, Laguna Chiarkota, Laguna Honda.

3º dia: Árbol de Piedra, Geiser Sol da Mañana, Termas de Polques, Desierto y Salar de Chalviri, Laguna Verde, Laguna Colorada. O tour termina por volta das 18:00 em Uyuni. Quem vai ficar em San Pedro do Atacama chega por volta das 14:00.

Tour Salar de Uyuni 4, 5 ou mais dias:

Um tour de mais dias geralmente inclui as atrações anteriores mais um trekking ou escalada até o cume de um vulcão.

Tour Salar de Uyuni Seco ou Alagado:

O tour do 1º dia (no Salar de Uyuni) possui roteiro diferente na época de chuvas. Nesse período o salar fica com cerca de 30cm de água criando uma lâmina, um espelho d’água, que reflete o céu no chão criando uma das paisagens mais espetaculares do planeta.

Quando está alagado os veículos não cruzam o salar. Eles só entram um pouquinho e ficam mais na borda. Por isso na época de chuvas o tour não vai até a Isla Incahuasi, chega no máximo até o Museu (Hotel ) Playa Blanca, que fica perto da borda.

Tour Salar de Uyuni Compartilhado ou Privativo:

O mais comum entre os viajantes é fazer o tour compartilhado no deserto de sal. Esse tour é mais barato e além do guia vão até 6 turistas no passeio. Nem preciso dizer que pode ser bastante desconfortável, já que você vai passar horas rodando com o carro em lugares off road.

No caso de 6 passageiros no carro, dois terão que ir nos bancos reclináveis que ficam no porta malas. Esses são muito mais desconfortáveis.

As noites no tour compartilhado são passadas em hotéis bem simples ou alojamentos. Há muitas reclamações sobre a falta de estrutura desses alojamentos. Em muitos não há água quente, calefação, o banheiro é sem água e sem papel higiênico. Conversei com um casal de brasileiros em Uyuni que ficou em um alojamento sem energia elétrica pela manhã. E eles tiveram que sair do alojamento de madrugada, no escuro. Passaram o maior perrengue para arrumar as bagagens.

No tour privativo você não passará todo o desconforto de ir com mais 5 ou 6 passageiros no mesmo veículo. Também terá um guia para chamar de seu. Você também pode escolher ficar em um hotel mais confortável. Claro, tudo isso tem um preço e pode sair caro.

Nós contratamos um tour chamado Rota Tayka (Ruta Tayka) que é um meio termo entre o compartilhado e o privativo. A hospedagem é em hotéis com uma boa estrutura. Mais abaixo explico em detalhes.

Preço Tour Salar de Uyuni 3 dias:

Vou comentar e dar ênfase ao tour de 3 dias no deserto de sal, que é o mais comum e feito pelos turistas. O preço do tour compartilhado (3 dias) no Salar de Uyuni geralmente fica na casa dos cento e poucos dólares por pessoa.

Provavelmente você achará agências que cobram entre 100 e 200 dólares por pessoa, talvez um pouco mais. Esse preço inclui o transporte, hospedagem e alimentação para os 3 dias. Geralmente, quanto mais caro você pagar melhor será o guia, o veículo, a alimentação e os alojamentos para hospedagem. Mas é claro que isso não é regra. Esse preço é para tours iniciados em Uyuni na Bolívia. Tours iniciados em San Pedro do Atacama são mais caros.

Fique atento ao preço: o barato pode sair caro (guias ruins, carros antigos, estrutura precária, etc).

O que levar no Tour do Salar de Uyuni:

Alguns itens básicos e vitais são necessários para levar nos 3 dias de tour pelo salar: água, biscoitos, óculos de sol, protetor solar, protetor labial, hidrante para o corpo e rosto. No inverno faz muito frio à noite e por isso muita gente leva saco de dormir (há para alugar em Uyuni e San Pedro). Nós não levamos porque não fomos no inverno e nossos hotéis tinham calefação. Também é preciso levar traje de banho para o Termas de Polques (o nosso guia disse que agora há toalhas para alugar lá). Não deixe de levar alguns itens para tirar as fotos com perspectiva no salar (Pringles, Toblerone, Coca-Cola, cerveja, algum brinquedo, etc.)

Agências que fazem o Tour no Salar de Uyuni:

São muitas as agências que fazem o tour tanto em Uyuni como em San Pedro do Atacama. A maioria das pessoas não reservam com antecedência. Elas deixam para contratar e negociar os preços no local.

É muito difícil indicar agências para fazer o tour. Na internet você encontra relatos bons e ruins de praticamente todas elas. É quase uma questão de sorte você fazer um bom tour. Há muitos relatos de guias ruins, carros com defeitos, alojamentos horríveis, etc.

denomades: uma plataforma que eu posso recomendar, caso você queira fazer o tour padrão, é a denomades. A proposta é oferecer tours com agências qualificadas e preços competitivos:

Mas abaixo vou comentar sobre as agências que contratamos e como foi o serviço prestado.

Tour Rota Tayka (Ruta Tayka) Salar de Uyuni:

Nas pesquisas antes da viagem vi alguns relatos sobre a Ruta Tayka e a possibilidade de fazer o tour de 3 dias no salar com uma estrutura um pouco melhor de veículo, guia e principalmente hospedagem. A rede Tayka possui 4 hotéis na região do salar: Hotel de Sal, Hotel de Piedra, Hotel del Desierto e Hotel de Los Volcanes.

Hotel Tayka de Piedra:
Hotel Tayka de Piedra

Eu enviei email a muitas agências perguntando sobre esse tour, preços, disponibilidade e roteiro. De umas 15 agências que enviei email só umas 4 responderam. O mais barato que consegui foi em torno de 1000 dólares por pessoa, inviável para o nosso orçamento.

Ainda nas pesquisas eu entrei no site dos hotéis Tayka e vi que havia uma promoção para o Tour Tayka para algumas saídas com datas fixas, inclusive para o dia 3 de Janeiro (a data que eu queria), por 400 dólares por pessoa. Esse tour e as datas ficam em “Ofertas e Promoções” no site dos hotéis Tayka. Enviei email para mais algumas agências sobre a saída do dia 3 de Janeiro e novamente obtive pouquíssima respostas.

Uma das únicas que me respondeu e a que ofereceu o melhor atendimento foi a El Mundo Verde Travel, uma agência de um holandês (Remy) que fica em Chochabamba. Ele me passou as seguintes informações:

O Tour Tayka de 3 dias (2 noites) o roteiro é parecido com o tradicional, a mudança é que em vez de ficarmos em alojamentos ou hotéis simples ficaríamos nos melhores hotéis da região. Na primeira noite no Hotel Tayka de Sal e na segunda noite no Hotel Tayka de Desierto.

Ficamos super animados com o hotel Tayka de Sal, mas no andamento das negociações o Remy disse que no período que iríamos o hotel fica inacessível pelas chuvas (o salar está alagado). Por isso ficaríamos no Hotel de Piedra no lugar do Hotel de Sal.

Outras vantagens do Tour Tayka é que são no máximo 4 passageiros por veículo e ele é equipado com telefone via satélite. Achei bastante importante, já que não são poucos os relatos com problemas nos veículos durante o tour, até de gente que já morreu congelada no meio do deserto à noite.

No tour também inclui água mineral (em garrafinhas de 500ml) e os tickets para a Isla Incahuasi (15 bolivianos por pessoa) e para o Parque Eduardo Avaroa (150 bolivianos por pessoa). Os tours normais que as agências oferecem não incluem água e esses tickets.

O único inconveniente é que as vagas do tour são limitadas e para fazer a reserva teria que fazer o pagamento transferindo o valor para a conta do Remy lá na Bolívia. Não preciso dizer que eu fiquei muito receoso. Depois de pesquisar muito sobre a El Mundo Verde Travel (Remy), decidi fazer a reserva e fiz o pagamento. Nas noites seguintes até o dia do tour a possibilidade de eu ter caído num golpe ou tomar um calote me tirou o sono.

Após o pagamento o Remy me enviou um voucher que dizia que o tour seria operado pela Creative Tours. A Creative Tours foi uma das agências que eu tinha enviado um email solicitando orçamento, mas não me respondeu.

Após eu receber o voucher enviei outro email para a Creative Tours para confirmar a saída do tour e eles responderam que estava confirmado. Fiquei mais tranquilo, mas só fiquei aliviado quando chegamos em Uyuni e confirmamos que tudo estava ok.

Hotel Luna Salada (Hotel de Sal):

Nós tínhamos muita vontade de dormir em um hotel de sal. Como o nosso tour seria no período de chuvas e por conta disso não ficaríamos no Hotel Tayka de Sal resolvemos fazer uma reserva na noite do término do tour no Hotel Luna Salada, um dos hotéis de sal que ficam no povoado de Colchani (30 minutos de Uyuni, na entrada do salar).

Ali fica uns 3 ou 4 hotéis de sal de categoria superior, os mais caros e melhores hotéis de toda a região de Uyuni. Mas eles não ficam no salar, ficam muito perto da borda, mas fora. São os hotéis: Luna Salada, Palacio de Sal e Cristal Samana. Há mais hotéis em construção nessa região. Pela localização eles não são para hospedagem durante o tour, a não ser que seja um tour privativo em época de chuvas. Eles são para hospedagem antes ou após o tour.

Pagamos cerca de 100 dólares pela reserva de 1 noite no Luna Salada. Muito caro em se tratando de Bolívia. Mas provavelmente seria a única oportunidade das nossas vidas de ficarmos em um hotel de sal e não pensei 2 vezes.

Esses hotéis em Colchani ficam isolados, sem estrutura ao redor. Longe das agências e restaurantes.

Quarto do Hotel Luna Salada (divulgação do hotel):
Hotel Luna Salada - Bolívia

Relato do nosso Tour no Salar de Uyuni – Deserto de Sal – Bolívia:

Era nosso 6º dia na Bolívia e a viagem estava sendo bastante difícil. Estávamos sofrendo bastante com a altitude. A Renata tem a pressão arterial alta (hipertensão), mas controlada por remédios. A pressão dela subiu a primeira vez em La Paz. Após duplicar a dose diária do remédio que ela toma (por orientação do médico dela) a pressão ficou quase normal. Nós levamos um aparelho portátil de medir a pressão. A pressão subiu pela segunda vez em Copacabana após passarmos um baita perrengue na Isla del Sol. Nos dias seguintes a pressão dela ficava um pouco alta à noite, mas próxima do normal.

Eu estava sofrendo com o mal da altitude (soroche). Sempre estava com o estômago meio embrulhado. Tinha que me policiar comendo apenas coisas leves e não estava tomando bebidas alcoólicas. Além disso tinha dificuldades para dormir, muita insônia. Não dormia mais que 4 horas por noite.

Passamos mais um dia em La Paz antes de ir para Uyuni.

Nesse último dia em La Paz parecia que as coisas estavam melhorando e nós estávamos mais animados. Sentíamos que estávamos entrando no clima da viagem. Nossa expectativa era grande para conhecer o Deserto de Sal.

Nós fomos de táxi da Posada de la Abuela Obdulia em La Paz até o Aeroporto (70 bolivianos).

O voo para Uyuni era pela companhia Amaszonas e deveria sair às 14:30, mas atrasou 1 hora.

No voo de ida o Salar de Uyuni fica ao lado direito da aeronave. Conseguimos um assento do lado direito e pudemos ver o salar do avião.

Começo do Salar de Uyuni visto do avião:
Salar de Uyuni - Bolívia

Por volta das 17:00 já estávamos saindo do Aeroporto de Uyuni. O transporte do Aeroporto até a cidade é feito em táxis e dura uns 10 minutos. O valor é de 10 bolivianos por passageiro (e não por corrida).

Havia só uns 4 ou 5 táxis disponíveis. Por sorte fomos uns dos primeiros a sair do aeroporto e pegamos um dos táxis. Mas não tinha táxis para todos os passageiros. Eles tiveram que esperar os taxistas voltarem. Então fica a dica para você sair o mais rápido possível para garantir um táxi.

Chegamos ao Hostal La Magia de Uyuni. Já fiz a avaliação do hostal nesse mesmo artigo no tópico “Onde Ficar em Uyuni”.

Deixamos nossa mala no quarto e saímos para conhecer a cidade.

Primeiro fomos ao escritório da Creative Tours para confirmar o tour para o dia seguinte. O escritório fica bem perto do hostal que estávamos e é bem simples:
Creative Tours - Uyuni - Bolívia

Fomos muito bem atendidos no escritório da Creative Tours. O tour estava confirmado e eu estava feliz porque tinha feito toda a negociação pela internet e feito o pagamento antecipado do Brasil. Estava receoso de ter caído num golpe, mas tudo era real. Por isso eu recomendo tanto o Remy da El Mundo Verde Travel (agência que e comprei o tour) quanto a Creative Tours (agência que realizou o tour).

Tivemos uma excelente notícia: nosso tour seria para até 4 pessoas no veículo, mas não havia outras pessoas. Seria somente eu e a Renata. Perfeito. Um tour privativo :)

Outra boa notícia foi a confirmação que o salar estava seco. Excepcionalmente nesse ano ainda não havia chovido (nosso tour começou no dia 3 de Janeiro). Com o salar seco nosso tour seria completo, iríamos até a Isla Incahuasi e cruzaríamos todo o salar.

Também fechamos um transfer até o Hotel Luna Salada no último dia do tour. Até perguntei se no final do tour o guia não poderia nos deixar no Luna Salada, mas disseram que não, que o hotel fica na direção oposta. O preço do transfer Uyuni–Hotel Luna Salada–Aeroporto foi 600 bolivianos (para nós dois). Uma facada. Praticamente o mesmo preço do hotel. Eu já tinha perguntado para um taxista o preço e ele havia me dito que faria por 500 bolivianos. Resolvi fechar com a Creative Tours mesmo. Assim nem pararíamos em Uyuni, já iríamos direto do tour até o hotel.

Saímos da Creative Tours e fomos dar um olhada na cidade de Uyuni. A cidade é bem simples, mas até que era melhor do que esperávamos.

Rua típica em Uyuni:
Uyuni - Bolívia

Estação Ferroviária:
Uyuni - Bolívia

Prefeitura:
Uyuni - Bolívia

O Rali Paris-Dakar tem passado por aqui ultimamente:
Uyuni - Bolívia

O rali iria passar na semana seguinte que visitamos Uyuni. Fique atento porque os tours no Salar param durante o rali. E também param no Réveillon.

Relógio:
Uyuni - Bolívia

Igreja:
Uyuni - Bolívia

A praça principal tem muitas lojinhas e restaurantes (a maioria pizzaria):
Uyuni - Bolívia

Uyuni - Bolívia

Uyuni - Bolívia

Uyuni - Bolívia

Nós comemos uma boa pizza (59 bolivianos) no Restaurant Pizzeria Boca Grande Copacabana:
Uyuni - Bolívia

Uyuni - Bolívia

Uyuni - Bolívia

Eu estava com muita vontade de tomar a 1º cerveja da viagem. Ainda mais que na mesa ao lado tinha 2 orientais tomando uma. Mas acabei pedindo um refrigerante mesmo. Ainda não estava 100%. Estava sem beber até agora e no dia seguinte iria iniciar o tour de 3 dias. Achei melhor não arriscar.

Após a pizza compramos algumas bolachas e barras de cereal para levar no tour. E muito importante: compramos alguns itens para tirar as fotos no salar como Pringles, Toblerone, Coca-Cola, um dinossauro, entre outros. Pesquise o preço nas lojas, porque os preços não são fixos. Elas cobram de acordo com a cara do cliente.

Após o rolezinho pelo centro de Uyuni voltamos ao Hostal. Pela primeira vez parecia que o mundo estava girando a nosso favor na Bolívia. Apesar do clima empoeirado nós gostamos do ambiente de Uyuni e estávamos nos sentindo bem. Tivemos a sorte do salar estar seco e iríamos fazer um tour privativo O tour no salar tinha tudo para fechar com chave de ouro a viagem pela Bolívia depois de 6 dias perrengueando pelo país.

Uma péssima noite e as suas consequências:

Após a pizza voltamos ao Hostal Magia de Uyuni. Arrumamos as bagagens, nos preparamos para o tour e fomos dormir em nosso quarto com piso de carpete. A Renata mediu a pressão e estava praticamente normal, o que nos deixou muito feliz.

Foi muito difícil pegar no sono. A cama do hostal era péssima, a pior que ficamos na Bolívia. O colchão era extremamente mole e estava muito afundado, com a marca do corpo.

Após um bom tempo virando para lá e para cá resolvemos inverter. Deitamos no lugar dos pés. Por causa do peso menor o colchão era menos afundado nessa área. Conseguimos dormir.

Sem dúvida foi a noite mais difícil de dormir até então. Além do péssimo colchão começamos a ficar com sintomas de rinite alérgica. Com certeza foi por causa do quarto sujo e do infeliz piso de carpete.

Tour Salar de Uyuni – 1º dia:

No dia seguinte nós dois acordamos com rinite. A Renata mais forte. Muitas espirradas, coriza e nariz trancado.

Tomamos o mais ou menos café da manhã do hostal.

E as 10:00 da manhã o guia, Jose Chambi, nos passou pegar no hostal para começarmos o tour. Fiquei muito feliz ao ver nosso veículo dos próximos 3 dias:
Salar de Uyuni

A primeira parada foi na farmácia para comprarmos um antialérgico. Iríamos ficar 3 dias fazendo o tour em lugares isolados. Achamos melhor levar um antialérgico por causa da rinite. Da farmácia seguimos para o tour.

Cementerio de Trenes:

Fica ainda em Uyuni, na periferia da cidade. Ali estão algumas locomotivas e vagões abandonados. Nada demais, parada rápida, nem compensa perder muito tempo:
Cementerio de Trenes - Uyuni - Bolívia

Processamiento de Sal em Colchani:

Após uns 30 minutos chegamos ao povoado de Colchani que fica bem próximo da entrada do Salar de Uyuni. Ali parece que o tempo parou:
Colchani - Bolívia

Muito rústico e desértico. Pertinho do salar:
Colchani - Bolívia

Paramos em um local com muitas barraquinhas de artesanato:
Colchani - Bolívia

Colchani - Bolívia

No fundo das barraquinhas fizemos um micro tour numa arcaica frabiqueta processadora e empacotadora de sal:
Processamiento de Sal - Colchani

Processamiento de Sal - Colchani

Salar de Uyuni – Deserto de Sal:

Após a parada no povoado de Colchani entramos no Deserto de Sal. A primeira impressão foi muito ruim, o salar estava bem sujo:
Salar de Uyuni - Bolívia

Segundo nosso guia esse ano ventou mais forte que o normal sujando o salar inteiro. Na borda ele estava mais sujo, mas mesmo no meio do salar ele não estava branquinho como vemos em muitas fotos. Isso foi um pouco decepcionante.

Outro azar que tivemos foi o tempo fechado em alguns momentos no salar. Não chegou a chover, mas tinha muitas nuvens no céu. Às vezes o tempo abria um pouco. O Salar de Uyuni é muito mais bonito com sol.

Montículos de Sal:

Foi nossa primeira parada logo no início do salar. São montes de sal retirados do salar para serem processados e vendidos:
Salar de Uyuni - Bolívia

Museo Hotel de Sal Playa Blanca:

Ainda próximo da borda do salar, era um antigo hotel de sal que está desativado e virou um museu. Parece que por questões ambientais é proibido hotéis dentro do salar:
Museo Hotel de Sal Playa Blanca - Salar de Uyuni

Museo Hotel de Sal Playa Blanca - Salar de Uyuni

Não é cobrado taxas para entrar no hotel, mas pede-se para consumir alguma coisa. Eles vendem água, refrigerantes, bolachas, etc. Nosso consumo foi a ida ao banheiro que é pago.

Ali ao lado do hotel fica o famoso monumento com bandeiras de vários países:
Museo Hotel de Sal Playa Blanca - Salar de Uyuni

E também um monumento do Rali Paris-Dakar que tem passado pelo salar nos últimos anos. Havia uma banda tirando fotos no monumento:
Salar de Uyuni - Deserto de Sal - Bolívia

Apesar de não estar mais em funcionamento o Playa Blanca mantém todas as características de um hotel:
Museo Hotel de Sal Playa Blanca - Salar de Uyuni

Museo Hotel de Sal Playa Blanca - Salar de Uyuni

Museo Hotel de Sal Playa Blanca - Salar de Uyuni

Museo Hotel de Sal Playa Blanca - Salar de Uyuni

Seguimos em direção ao interior do salar. Ele ainda estava bem sujo:
Salar de Uyuni - Deserto de Sal - Bolívia

Paramos para almoçar no meio do salar. Nosso guia Jose Chambi preparando o almoço:
Salar de Uyuni

O almoço já veio pronto de Uyuni: frango, quinoa, legumes, batata, um bolo de sobremesa e coca-cola. Era frio, mas estava muito bom:
Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Almoço no meio do deserto de sal. Inesquecível:
Salar de Uyuni

Começamos a conversar bastante com o Jose. Ele é um cara muito bacana. Excelente guia. Demos sorte:
Tour Salar de Uyuni

Aproveitamos a parada para o almoço e o Jose tirou algumas daquelas famosas fotos no salar. Algumas saíram boas, outras nem tanto. Pena que nossa câmera não é das melhores e algumas saíram desfocadas:
Deserto de Sal - Bolívia

Deserto de Sal - Bolívia

Deserto de Sal - Bolívia

Deserto de Sal - Bolívia

Deserto de Sal - Bolívia

Tour Salar de Uyuni

Tour Salar de Uyuni

Vale ressaltar que essas fotos são bem difíceis de tirar. Nós tentamos tirar algumas enquanto o Jose preparava o almoço mas não conseguimos. Após o almoço o Jose teve toda a paciência do mundo para tirar essas fotos. São várias tentativas para sair uma boa e ele ficava deitado no chão para tirar. Ele foi bastante prestativo.

Após o almoço continuamos seguindo para o interior do salar. Ele estava ficando mais limpo. Hexágonos formados pela evaporação da água no Salar de Uyuni:
Salar de Uyuni - Bolívia

Salar de Uyuni

Isla Incahuasi:

Foi a nossa próxima parada, já no meio do salar. Ela é uma das 32 ilhas do salar. Ele é a mais turística e a que mais tem estrutura. As duas ilhas mais visitadas pelos tours são a Isla Pescado e a Isla Incahuasi. Os tours param em uma das duas. A maioria para na Incahuasi e o nosso guia disse que é a melhor.

Isla Incahuasi:
Isla Incahuasi - Salar de Uyuni - Bolívia

A Isla Incahuasi estava cheia de outros grupos fazendo o tour:
Isla Incahuasi - Salar de Uyuni - Bolívia

Lá tem estrutura com banheiro e lanchonete:
Isla Incahuasi

Isla Incahuasi - Salar de Uyuni - Bolívia

Ela é cheia de cactos:
Isla Incahuasi

Isla Incahuasi - Salar de Uyuni - Bolívia

Custa 15 bolivianos para entrar na isla, mas nosso tour já incluía o ticket e não precisamos pagar. Há uma trilha para fazer (45 minutos). Mas percorremos só uma parte e voltamos:
Isla Incahuasi - Salar de Uyuni - Bolívia

Subimos um pouco na isla para tirar belas fotos do salar:
Isla Incahuasi - Salar de Uyuni - Bolívia

Isla Incahuasi - Salar de Uyuni - Bolívia

Isla Incahuasi - Salar de Uyuni - Bolívia

Após a isla continuamos cruzando o salar pelo lado oposto que entramos:
Salar de Uyuni - Bolívia

Nesse ponto o salar foi ficando mais limpo e o chão não tinha mais os hexágonos:
Salar de Uyuni - Bolívia

Paramos para tirar mais algumas fotos:
Salar de Uyuni - Bolívia

Salar de Uyuni - Bolívia

Salar de Uyuni - Bolívia

Salar de Uyuni - Bolívia

Salar de Uyuni - Bolívia

Salar de Uyuni - Deserto de Sal - Bolívia

Salar de Uyuni - Deserto de Sal - Bolívia

O Jose foi excelente no trabalho como fotógrafo. Novamente ele ficou muito tempo tirando fotos com a gente. Olha ele deitado no chão tirando uma fota da Renata “pisando” no carro:
Salar de Uyuni - Deserto de Sal - Bolívia

Isso foi uma grande vantagem de fazer o tour privativo. Acredito que com 6 passageiros o guia tem pouco tempo para se dedicar para tirar fotos de todos. E não é fácil tirar essas fotos. Nós não conseguimos.

Após a sessão fotográfica terminamos de cruzar o salar:

Tour Salar de Uyuni

Tour Salar de Uyuni

Após o salar cruzamos uma região desértica:
Tour Salar de Uyuni

Ainda passamos por mais um pequeno salar (Salar de San Pedro), mas com menos sal e muito mais terra:
Salar de San Pedro - Bolivia

Às 18:30 chegamos em San Pedro de Quemes:
San Pedro de Quemes - Bolívia

Uma pequena e isolada vila no meio do deserto:
San Pedro de Quemes - Bolívia

Hotel Tayka de Piedra:

Localizado em San Pedro de Quemes a 3600 metros de altitude (mesma altitude de Uyuni e de La Paz). É um hotel totalmente rústico, todo construído em pedra. Mas com certeza muito superior aos alojamentos dos tours compartilhados:
Hotel Tayka de Piedra

O vento estava muito forte. Era verão e acredito que a temperatura à noite deve ter chegado aos 0º. Os quartos possuem aquecimento, mas não precisamos ligar. Imagino o frio que deve fazer no inverno.

Foi o quarto mais confortável e o melhor hotel que ficamos na altitude boliviana:
Hotel Tayka de Piedra

Hotel Tayka de Piedra

Hotel Tayka de Piedra

O banho é quente, não sai muita água do chuveiro, mas isso é muito luxo por lá. A água é aquecida por energia solar e de manhã não há água quente.

Áreas comuns do hotel:
Hotel Tayka de Piedra

Hotel Tayka de Piedra

Hotel Tayka de Piedra

O jantar já estava incluso e foi muito bom: sopa (entrada), arroz, creme de milho e carne de lhama (prato principal) e uma sobremesa que eu esqueci de perguntar o que era. Foi a primeira vez que eu comi carne de lhama. É muito saborosa, lembra carne bovina. O jantar foi muito bom e mais uma vez passei a noite sem tomar uma cerveja ou um vinho. Já era a sétima noite na Bolívia e não tinha tomado uma só cerveja.

Hotel Tayka de Piedra

Durante todo o dia no salar a rinite minha e principalmente da Renata foi piorando. A Renata estava com o rosto e as orelhas vermelhas. Ela também estava com o rosto e os dedos inchados. Quando chegamos ao hotel ela mediu e pressão arterial e estava bem alta, 15 por 10.

Já era o 3º episódio de subida de pressão da Renata na Bolívia. Mas dessa vez tinha outros agravantes: estávamos em um lugar totalmente isolado e sem estrutura. A respiração já é prejudicada pela altitude que diminui a quantidade de oxigênio no sangue. A rinite prejudicava ainda mais a respiração e provavelmente estava contribuindo para o aumento de pressão da Renata. O sal do salar também poderia estar contribuindo para o aumento da pressão. E o pior, a próxima noite do tour seria no Hotel Tayka del Desierto que fica a 4500 metros de altitude. Seria muito arriscado continuarmos a viagem.

Nesse momento tínhamos 2 objetivos:
1 – Sair da altitude
2 – Chegar em casa

Todos esses dias viajando pela Bolívia foi um perrengue atrás do outro. Já estávamos cansados. Somos acostumados a ficar 15 ou 20 dias viajando pelo exterior, mas dessa vez estava muito massacrante. Não conseguíamos curtir. E por segurança tínhamos que sair da altitude pela saúde da Renata.

Durante o jantar comuniquei o Jose que iríamos parar a viagem e perguntei a possibilidade de retornamos para Uyuni. Ele disse que a viagem da onde a gente estava até Uyuni levaria cerca de 4 horas e teríamos que cruzar todo o salar à noite, o que era muito perigoso. Decidimos passar a noite no hotel e retornar para Uyuni no dia seguinte pela manhã. O Jose ligou para a agência e informou que estávamos cancelando o tour e pediu para agência tentar antecipar o voo que tínhamos de Uyuni para La Paz para o dia seguinte. E depois ainda teríamos que antecipar o voo de La Paz para Santa Cruz de La Sierra e o de Santa Cruz de La Sierra para o Brasil.

Passamos uma noite muito ruim. O quarto e as camas eram confortáveis. Mas a Renata estava muito vermelha e inchada. A respiração dela estava muito ruim por causa da rinite. O nariz dela estava completamente trancado prejudicando a respiração.

Ela pingou uma ou duas vezes Neosoro, mas como é contraindicado para quem tem hipertensão, ela não pingou mais. Também achamos melhor ela não tomar o antialérgico que compramos em Uyuni. Ela estava com a pressão alta, poderia dar uma reação e nós estávamos isolados no meio do deserto.

Eu praticamente não dormi. Fiquei de olho na Renata. Ela respirava pela boca, com muita dificuldade. Fiquei com muito medo e fiz muitas orações para ela ficar bem e chegarmos em casa o quanto antes.

No dia seguinte pela manhã a pressão da Renata abaixou, mas ainda estava um pouco alta. Tomamos o bom café da manhã do hotel:
Hotel Tayka de Piedra

San Pedro de Quemes vista do hotel:
San Pedro de Quemes

Há umas ruínas ao lado do hotel. Elas são de 1869 quando San Pedro de Quemes foi queimada e destruída na Guerra do Pacífico quando Bolívia perdeu sua saída para o mar para o Chile:
Hotel Tayka de Piedra

Durante o café da manhã o Jose nos disse que a agência conseguiu antecipar o nosso voo de Uyuni para La Paz para aquela noite, às 19:30. E sem custo. Ainda era por volta das 09:00 e ele nos propôs duas coisas: poderíamos cruzar o salar novamente e em 4 horas estaríamos em Uyuni e ficaríamos aguardando o voo. Ou poderíamos contornar o salar e conheceríamos uma parte das atrações do segundo dia do tour e chegaríamos a Uyuni no final da tarde. Foi uma decisão difícil. Mas como a pressão da Renata não estava mais tão alta resolvemos contornar o salar e conhecer algumas lagunas.

Fizemos o check-out por volta das 09:30. Consumimos 2 águas e um refrigerante. A conta ficou 60 bolivianos. Bem caro. Mas recomendo o Hotel Tayka de Piedra, muito bom.

Na saída tiramos umas fotos do hotel:

Hotel Tayka de Piedra

Criação de lhamas ao lado do hotel:
San Pedro de Quemes

2º dia Tour Salar de Uyuni:

Não fizemos o roteiro tradicional do 2º dia do tour. Como iríamos voltar para Uyuni fizemos um roteiro alternativo conhecendo algumas atrações que estavam programadas e outras que não estavam.

Nesse dia passamos por lugares muitos lindos, uma paisagem deslumbrante e muito diferente do que estamos acostumados:
Tour Salar de Uyuni

Foi o dia de comer poeira:
Tour Salar de Uyuni

Primeiro passamos ao lado do Salar de Chiguana (não cruzamos ele para ganhar tempo):
Salar de Chiguana

Tiramos fotos em uma linha férrea que liga a Bolívia até o Chile:
Tour Salar de Uyuni

Chegamos na fronteira da Bolívia com o Chile (mas não atravessamos):
Fronteira Bolívia - Chile

Tiramos fotos do Vulcão Ollague em um mirante:
Fronteira Bolívia - Chile

Nossa maior parada foi na Laguna Cañapa onde almoçamos:
Laguna Cañapa

Havia muitos flamingos na laguna:
Laguna Cañapa

Laguna Cañapa

Mais grupos pararam lá para almoçar:
Laguna Cañapa

Jose preparando o nosso almoço:
Laguna Cañapa

O almoço veio pronto do Hotel Tayka de Piedra e era macarrão com frango. Frio, mas muito bom:
Laguna Cañapa

Mais uma vez almoçando em um lugar incrível:
Laguna Cañapa

Após o almoço seguimos viagem por paisagens paradisíacas:
Tour Salar de Uyuni

Fomos ate a Laguna Hedionda. Ela tem alta concentração de enxofre (dá para sentir um cheiro estranho no ar):
Laguna Hedionda

Laguna Hedionda - Bolívia

Ela possui um hotel na sua borda. Com certeza um dos hotéis mais inóspitos do mundo:
Laguna Hedionda

Já era por volta das 14:00 e começamos a voltar para Uyuni. A partir desse ponto já não seguiríamos mais o roteiro programado para o tour:
Tour Salar de Uyuni

No caminho de volta ainda paramos na Laguna Turquiri:
Laguna Turquiri - Bolívia

Ao lado da laguna há umas formações rochosas:
Laguna Turquiri

E umas plantas muito diferentes que lembram corais. Elas chamam Yareta:
Yareta

Até Uyuni teríamos umas 3 a 4 horas de estrada sem asfalto, bem cansativo. Na estrada passamos por um lugar chamado Valle de Las Rocas com muitas formações rochosas. Entre elas o Condor Sin Cabeza:
Condor sin Cabeza - Valle de Las Rocas - Bolívia

Depois foi muita poeira na estrada passando por vilarejos rústicos e isolados:
Tour Salar de Uyuni

Tour Salar de Uyuni

Tour Salar de Uyuni

Estava ventando muito e algumas vezes tínhamos que parar por causa da poeira. Não dava para ver nada. A volta foi bem cansativa, 3 a 4 horas em estrada de terra. Se tivéssemos feito os 3 dias do tour a volta seria ainda mais longe e cansativa, umas 6 horas ou mais.

Chegamos em Uyuni por volta das 18:00. O Jose nos deixou na praça principal para comermos alguma coisa enquanto ele foi até a agência pegar a devolução do transfer do Hotel Luna Salada que havíamos contratado (600 bolivianos). Ainda bem que devolveram.

Comemos uma pizza bem safada e o Jose nos levou até o aeroporto.

Não temos o que reclamar do nosso guia, Jose Chambi. Ele foi muito prestativo, atencioso, respondeu as perguntas, se mostrou experiente, se dedicou muito nas fotos no salar, inclusive deitando no chão para tirar as fotos, enfim foi um excelente guia, melhor do que eu poderia imaginar.

Ele trabalha para algumas agências como a Creative Tours e outras fazendo principalmente o Tour Tayka e privativos.

Ele disse que também trabalha para uma agência de um sobrinho dele (Armando) chamada Magic Land Travel.

O serviço prestado pelo Jose foi excelente e recomendo o tour com ele. Ele disse que é possível solicitar para as agências fazer o tour com ele.

Laguna Turquiri - Bolívia

Também fomos muito bem atendidos pela Creative Tours (agência que organizou o tour) e pela El Mundo Verde Travel (agência que eu comprei o tour). Recomendo as duas também.

Chegamos no Aeroporto de Uyuni um pouco antes das 19:00 e o voo saiu às 19:40. Estávamos esgotados, cansados e até um pouco estressados, além de sujos e empoeirados. As duas últimas noites havíamos dormido muito pouco. Durante todo o dia a Renata monitorou a pressão dela e estava um pouco alta. A rinite estava ainda pior, tanto ela quanto eu. Era importante que deixássemos a altitude o mais rápido possível.

Após 40 minutos estávamos descendo no Aeroporto de La Paz. O aeroporto estava muito cheio. Era o domingo após o réveillon, final do feriado. Nós estávamos com a roupa do tour, muito sujos, todo mundo olhava para a gente.

Fomos no balcão da BoA para tentar antecipar nosso voo para Santa Cruz de La Sierra. Santa Cruz não fica na altitude e queríamos sair da altitude naquela noite. A pressão da Renata ainda estava alta. Era por volta das 20:30 e vi no painel que tinha um voo da BoA às 21:30 para Santa Cruz e um às 22:00 para São Paulo.

A fila no balcão de atendimento da BoA estava bem grande e enquanto a Renata ficou nela eu fui no balcão da Amaszonas, mas não havia mais voos para Santa Cruz pela Amaszonas.

Voltei para a fila no balcão da BoA. Eu estava disposto a ir para São Paulo se houvesse assentos disponíveis no voo das 22:00. A Renata achava que era uma loucura, nós estávamos muito cansados, sujos e ensebados e seria muito cômico (para não dizer vergonhoso) chegar em São Paulo daquele jeito. Mas se houvesse lugar disponível e o preço da passagem fosse justo eu compraria.

Infelizmente todos os voos já estavam lotados, tanto para São Paulo quanto para Santa Cruz. Conseguimos antecipar o voo para Santa Cruz para o dia seguinte às 17:20 com um custo de 130 bolivianos por pessoa. Fiquei frustrado, queria sair da altitude o quanto antes. Mas não consegui voos mais cedo, nem na BoA e nem na Amaszonas.

O jeito foi ficar em La Paz mesmo. Pegamos um táxi até a Posada de La Abuela Obdulia. Seria a 3º vez que ficaríamos na pousada. A diferença era que agora não tínhamos reserva.

Chegamos na pousada por volta das 22:00 e estávamos rezando para que houvesse um quarto disponível. Estávamos cansados, esgotados e a última coisa que queríamos era ter que ficar rodando atrás de hospedagem. Por sorte havia um quarto disponível.

Tomamos um banho e saímos para jantar. Fomos novamente no excelente The English Pub que fica na esquina pousada. Dividimos uma lasanha por 49 bolivianos. Estava muito boa.

Essa noite foi a pior de todas na Bolívia. A Renata estava ainda pior da rinite e a pressão dela se manteve alta. A respiração dela estava muito ruim. Eu também estava com rinite, mas além de um pouco mais fraca eu tomava antialérgico e pingava Neosoro para destrancar o nariz. Também tive um descontrole intestinal (para não dizer outro nome) durante a madrugada e fiquei 1 hora ou mais sentado no trono. Não dormimos quase nada. Acho que devo ter dormido 1 ou 2 horas apenas. Fiquei as 8 noites dormindo mal na altitude. As últimas 3 tinham sido as piores pela rinite e preocupação com a Renata.

Ainda bem que paramos o tour no salar no 2º dia. Se não tivéssemos parado nessa noite estaríamos dormindo no Hotel Tayka del Desierto a 4500 metros de altitude. Poderia ser trágico para a Renata.

No dia seguinte o nosso voo La Paz-Santa Cruz de La Sierra seria somente às 17:20. Nós tínhamos que antecipar o voo da Gol de Santa Cruz de La Sierra para São Paulo. Por sorte o filho da proprietária da Posada de La Abuela mora no Brasil e estava lá de férias na pousada. Explicamos a nossa situação e ele ligou na Gol lá da Bolívia e conseguiu antecipar o nosso voo para o dia seguinte. Sem custo. No final das contas tínhamos conseguido antecipar 3 voos (Amaszonas, BoA e Gol) com um custo total de 260 bolivianos. Muito bom.

Ainda fui na Agência Turismo Bolívia Peru e disse que não poderíamos fazer o tour do Chacaltaya que tínhamos reservado. Eles também devolveram o valor que eu tinha pago. Estava dando tudo certo.

Também já tínhamos acordado um pouco melhor nesse dia. A pressão da Renata ainda estava alta, mas nem tanto. E parece que ela estava começando a melhorar da rinite.

Demos uma passeada nas lojas de artesanato ao redor da pousada e almoçamos novamente no excelente Banais Café Restaurant que fica no Hostal Naira, ali perto da Iglesia San Francisco.

Após o almoço já subimos até o aeroporto e ficamos esperando o voo da BoA que era às 17:20. Não víamos a hora de sair da altitude.

Ali no salão de embarque havia 2 mulheres oferecendo massagens por 35 bolivianos por pessoa. Após tanto perrengues, estresse e problemas de saúde na Bolívia fizemos uma deliciosa massagem para relaxar e tentar deixar toda a energia negativa da viagem por lá:
Aeroporto El Alto - La Paz

Aeroporto El Alto - La Paz

O voo saiu no horário e um pouco depois das 18:30 estávamos chegando em Santa Cruz de La Sierra.

Havíamos reservado pelo celular um quarto no Apart Hotel Premium Suites Santa Cruz. Chegamos no hotel por volta das 20:00.

Santa Cruz de La Sierra é uma cidade baixa, não fica na altitude boliviana. A primeira coisa que a Renata fez ao chegar no hotel foi medir a pressão arterial: 12 por 8. Pressão normal. Foi só sair da altitude e a pressão dela normalizou. Então fica a dica para quem tem pressão alta e quer viajar para lugares altos.

O Apart Hotel Premium Suites Santa Cruz é um bom hotel com uma excelente localização, em um bairro nobre de Santa Cruz. Nosso quarto era bem amplo. Na verdade era um apartamento com quarto, banheiro, cozinha e sala:
Apart Hotel Premium Suites Santa Cruz

Apart Hotel Premium Suites Santa Cruz

Apart Hotel Premium Suites Santa Cruz

O café da manhã não está incluso. Ele é servido no quarto e tem que ser solicitado até às 19:00 do dia anterior:
Apart Hotel Premium Suites Santa Cruz

O hotel é totalmente diferente dos que tínhamos ficado na altitude boliviana. Era limpo e com boa estrutura.

Santa Cruz de La Sierra nos surpreendeu. Ficamos pouco tempo por lá. Chegamos por volta das 18:00 e nosso voo de saída foi às 12:50 do dia seguinte.

É uma cidade bem diferente das que ficam na Cordilheira dos Andes. Bem parecida com as grandes cidades do Brasil: avenidas largas, concessionárias de carros de luxo, supermercados, shoppings, construções modernas, etc. As casas e demais construções bem parecidas com as do Brasil e bem diferentes da Bolívia que tínhamos conhecido até então.

Depois de tantos perrengues na Bolívia nós merecíamos sair para jantar. Foi só sair da altitude e já estávamos nos sentindo bem. Eu estava louco para tomar uma cerveja, a primeira depois de 8 dias na Bolívia. Santa Cruz possui um Hard Rock Cafe e decidimos ir jantar lá.

O Hard Rock fica junto ao Shopping Ventura Mall, um grande shopping com 3 andares. No estilo dos shoppings brasileiros, inclusive com várias franquias brasileiras e uma grande praça de alimentação.

Era uma segunda-feira, quase 22:00. Quando vimos o Hard Rock ficamos bem animados. Um dos mais bonitos que já vimos. Depois de tantos dias maneirando na alimentação e sem tomar cerveja, um Hard Rock daqueles parecia ter caído do céu. Mas não pudemos entrar. A partir das 22:00 teria um evento fechado no Hard Rock. Não acreditava. Fiquei muito bravo :(

Resolvemos ir até a praça de alimentação do shopping (O Hard Rock fica no mesmo terreno, mas fora do shopping). Mas apesar de um monte de opções de alimentação, não vende cerveja na praça de alimentação :( :(

Eu estava sedento pela primeira cerveja da viagem. Descemos novamente no térreo. Ao redor do Hard Rock há outros restaurantes e bares. Mas os restaurantes estavam no escuro. Um pequeno apagão tinha acontecido e os restaurantes estavam sem energia elétrica. Até o shopping ficou sem energia. Os restaurantes estavam fechando por falta de energia :( :( :(

Já passava das 22:30 e era segunda-feira, já estava imaginando que teríamos que comer qualquer coisa em qualquer lugar. O perrengue boliviano não acabava nunca.

Os únicos restaurantes que tinham energia eram o Hard Rock e um restaurante vizinho ao Hard Rock. Fomos nesse ao lado do Hard Rock. Por sorte ele estava aberto. Depois de todo essa confusão e estresse até esqueci de anotar o nome. Jantamos lá muito bem e eu tomei um chopp Paceña de 600ml, o primeiro e único da viagem:
Santa Cruz de La Sierra

Santa Cruz de La Sierra

Santa Cruz de La Sierra

À noite dormimos que nem um anjo. Dormi direto por mais de 9 horas. Após 8 dias com insônia foi a melhor noite da viagem.

No dia seguinte pegamos o voo da Gol às 12:50 e chegamos em São Paulo. Enfim estávamos no Brasil.

Apesar de todos os problemas e perrengues a Bolívia é um país rico culturalmente e com muitas belezas naturais. O Salar de Uyuni é sem dúvida um dos lugares mais fantásticos que já conhecemos. O Lago Titicaca também.

Mas fomos muito prejudicados pela altitude e isso aliado à rinite provocada por um piso de carpete fez com que antecipássemos o fim da viagem. Acabamos voltando com uma sensação e imagem bem ruim da Bolívia. É um país que precisa evoluir em muitos aspectos.

Foi uma experiência incrível passar por todos esses perrengues. Depois dessa viagem fizemos uma análise das nossas vidas e hoje valorizamos muitas coisas que nem dávamos bola antes da viagem.

E o tour no Salar de Uyuni é algo inesquecível. Apesar de todas dificuldades que tivemos foi único passeio que conseguimos curtir na Bolívia e ficará para sempre em nossas memórias.

Salar de Uyuni

Vídeo Salar de Uyuni – Bolívia:

Assista ao vídeo que fizemos dessa viagem. Ele está em nosso canal do Youtube. Ajude o nosso vídeo a ficar mais popular e clique em gostei (joinha). Veja mais vídeos de nossas viagens e se inscreva em nosso canal.

Confira todas as nossas dicas da Bolívia:

Veja abaixo todos os nossos relatos de cidades e passeios na Bolívia. Passamos vários perrengues, sofremos com a altitude e tivemos que vir embora mais cedo. Confira:

Dicas de La Paz

Dicas de Copacabana – Lago Titicaca – Isla del Sol

Dicas Tour Salar de Uyuni (Deserto de Sal)

Dica: economize no seguro-viagem para a Bolívia e América do Sul

35 Comentários


  1. Olá, poderia me dar uma informação, estou querendo fechar meu passeio com a empresa Creative Tours, porém, queria um pouco mais de informação sobre a mesma: Você pagou adiantado? como foi o atendimento? a empresa é estruturada? cumpriram com o combinado?

    Responder

    1. Oi Jordana, tudo bem?

      Eu fechei o tour com a El Mundo Verde Travel, mas o passeio foi operado pela Creative Tours.

      Eu paguei adiantado através de transferência eletrônica internacional. O atendimento lá na Bolívia foi excelente. O escritório em Uyuni é simples, como tudo por lá. Eles cumpriram tudo que foi combinado.

      Faz 3 anos que eu fiz essa viagem.

      Abraços :)

      Responder

      1. Olá, muito obrigada pela resposta e parabéns pelo seu blog, estou usando várias dicas suas, nesta fase de montar o roteiro surgem muitas duvidas. Vou te incomodar mais um pouco, você ficou nos hotéis da rede Tayka? O quarto é mesmo individual(só o casal)? Vi que você disse que sua viagem foi há 3 anos, porém, poderia me falar a média de valores, fiz um orçamento e esta em torno de $457 dólares, você pagou um valor aproximado ao que citei, ou o valor que me foi passado esta muito fora do que você pagou?

        Responder

          1. Oi Jordana, obrigado :)

            1 – Durante o tour no salar ficamos nos hotéis da rede Tayka, que são muito bons e não se compram aos alojamentos da região.

            2 – Os quartos eram privativos. Só ficamos eu e minha esposa.

            3 – Nós pagamos 400 dólares por pessoa para esse tour (eu comento o valor no artigo).

            Abraços :)


  2. Seu post é o melhor de todos os tempos!!! Só tenho uma dúvida que talvez possa me esclarecer. Vou de avião de La paz a Uyuni direto, sem pernoitar, para fazer o tour de 1 dia apenas. Como não vou ficar em nenhum hotel queria saber se é possível deixar uma mala na agência de viagem para fazer esse tour e voltar no mesmo dia. Será que é possível é seguro?

    Responder

    1. Oi Camila, obrigado :)

      Acredito que seja possível e que você não terá problemas. As agências estão acostumadas com isso.

      Abraços e boa viagem :)

      Responder

  3. Boa tarde,
    Sabe se tem algum roteiro que leva de uyuni ate o deserto do atacama e volta ao uyuni. E se tem, quantos dias demora.
    Obrigado,

    Responder

    1. Oi Jonas, tudo bem?

      Não conheço um roteiro que inclui o Salar + o Deserto do Atacama e volte ao ponto de saída.

      O padrão é começar a viagem por uma das pontas (Uyuni ou San Pedro), fazer o tour no salar até a outra ponta e seguir a viagem.

      Abraços :)

      Responder

  4. Olá, Fred!

    Gostaria de saber com quanto tempo de antecedência você reservou o Tour Tayka. Pretendo visitar o Salar em 2018, mas já estou me planejando, rs.

    Obrigada!

    Responder

    1. Oi Viviane, tudo bem?

      Não foi com muito tempo não, acho que 1 mês antes.

      Mas é claro que você já pode ir entrando em contato.

      Abraços :)

      Responder

  5. Olá, Fred!

    Olhando dicas para ir para o salar, encontrei seu texto que por sinal, foi o melhor e mais completo que li, pretendo ir em março, saindo de La Paz até San Pedro do Atacama, estou um pouco apreensiva porque vou sozinha, alguns amigos estão me chamando de louca, mas a vontade em conhecer algo tão lindo esta falando mais alto, pretendo passar no máximo 12 dias entre a Bolívia e o Chile, não tenho muito conforto, quanto em real você acredita que seria interessante levar?Lembrando que vou a turismo, nada de compras.

    Fico no seu aguardo.

    Obrigada.

    Responder

    1. Olá Raquel, tudo bem?

      Dinheiro é um item que eu não gosto de fazer sugestões porque é muito relativo, depende do perfil de viagem de cada um.

      Alguns viajantes já viajam com tudo pago (hospedagem, passeios, transfer) e outros deixam para pagar lá. O valor gasto com alimentação pode variar muito de acordo com o restaurante e a bebida que o viajante escolher. Enfim há muitas variáveis.

      O valor principal que você irá gastar é com os passeios, os deslocamentos e com a hospedagem. Antes da viagem você consegue ter uma boa ideia de quanto irá gastar com esses itens (caso você vá pagar tudo lá na hora).

      Some o valor dos passeios que você pretende fazer, mais a hospedagem que você reservou e dos deslocamentos entre as cidades. Adicione o valor da alimentação (na Bolívia é barata, já no Chile um pouco mais cara) e você já tem uma boa ideia de quanto gastará.

      Boa viagem e boa sorte

      Responder

  6. Olá Fred!
    Adorei o relato da viagem, lindas fotos, e lugar encantador!
    Pena que vocês tiveram que interromper a viagem!
    Estou indo no próximo dia 17/10 para San Pedro de Atacama, e inclui o Salar do Uyuni no roteiro, mas com volta para San Pedro, ao total serão 13 dias de viagem!
    Mas confesso que fiquei preocupada com o mal de soroche, lendo o relato do que a Renata passou, comecei a imaginar o perrengue que foi, e comecei a sentir falta de ar aqui, estou com medo, até pensei em desistir da viagem! Porém está tudo pago e ficou bem caro! Vocês usaram a folha de coca? deu resultado? Eu também sofro de renite, bronquite e a pressão oscila de vez em quando! Você acha que seria arriscado eu fazer essa viagem? Obrigada desde já!Dan

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    1. Oi Dan, tudo bem?

      É difícil eu dar uma reposta precisa para você, até porque eu não sou especialista no assunto e nem médico. Eu recomendo, inclusive, que você faça uma consulta com um médico de confiança antes da viagem.

      Nós tomamos chá de coca, mascamos a folha e também tomamos a Sorojche Pills, que você encontra nas farmácias (na Bolívia pelo menos tinha). Posso te dizer que sentia uma melhora no mal de altitude usando esses recursos.

      Antes da viagem eu pesquisei bastante sobre o assunto e li que o mal de altitude é imprevisível. Os sintomas (e a intensidade dos sintomas) variam de uma pessoa para outra. E uma mesma pessoa pode sofrer com o mal de altitude em uma viagem e numa outra viagem não sofrer.

      Não dá para afirmar (e nem imaginar) como será a reação do seu corpo.

      O indicado é seguir algumas recomendações (que eu comento no artigo): alimentação leve, beber muita água e fazer pouco esforço físico.

      E acho que é importante você visitar um médico antes da viagem.

      Boa sorte :-)

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  7. Esse foi o artigo mais completo que eu achei na internet. Ajudou muito mais que eu esperava, a não ser a data que farei a viagem (não por falta de dicas).
    Realmente vocês estão de parabéns.
    Fiquei com vontade de sair amanhã, rs.
    Graças a vocês já posso começar a montar o roteiro.
    Muito sucesso, saúde e muito mais viagens.
    Muito obrigada.

    Responder

    1. Oi Franciely, obrigado. São mensagens como a sua que me animam a relatar as viagens da melhor maneira possível.

      Muitas viagens e muita alegria para nós e para todos os leitores do blog :)

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  8. Olá, tudo bem? Achei seu texto super detalhado! A unica coisa que fiquei na duvida, é quanto vc pagou para fazer esse passeio “melhorado” pelo salar!

    Obrigada!!

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    1. Oi Joana, eu escrevi no relato, mas talvez não tenha ficado muito claro.

      Pagamos 400 dólares por pessoa, uns 250 dólares a mais que o tour comum.

      Se analisarmos que são 3 dias de tour com tudo incluído (carro, guia, refeições, os melhores hotéis, tickets, água) não acho caro. Vale a pena.

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  9. Ola, Fred
    Fiz a viagem para o Salar, via La Paz, em fevereiro de 2016.
    Pena que so li o teu relato hoje: ele teria sido muito util no meu planejamento!
    Por coincidencia, tambem contratei o tour privativo com a Creative Tours e eles foram muito bons comigo tambem.
    Pena que a Renata teve o problema de saude , que fez voces abreviarem a viagem! Eu sei como é isso. Em outubro de 2014, quando viajei para o Atacama, tambem tive que desistir da parte boliviana por motivos de saude.
    E, te asseguro que voces tomaram a decisão certa. A parte restante do tour é muito bonita, nas imediações do Tayka del Desierto, mas em altitude muito elevada e completamente isolado da civilização: o stress de estar tao longe de um atendimento medico não permitiria que voces curtissem o passeio.
    Se voces tiverem interesse em dar uma olhada, o link para o meu relato desta viagem é o seguinte:

    http://www.viajenaviagem.com/2016/03/salar-de-uyuni-la-paz-roteiro

    Abraços,

    Gui

    Responder

    1. Oi Guilherme, li e gostei bastante do seu relato e das fotos também. Como você disse: é possível fazer esse tour com conforto.

      A parte final do tour, que não fizemos, realmente é em trechos com altitude bem elevada, mais de 4500 metros. Como a pressão da Renata estava alta tomamos a decisão de não continuar o tour. Creio que foi a melhor decisão.

      Apesar de todas as dificuldades que passamos gostamos muito dessa aventura. Frequentemente lembramos da nossa viagem pela Bolívia, com muita saudade.

      Você contratou o tour diretamente com a Creative Tours? Eu não consegui e acabei fechando com um intermediário.

      Abraços :)

      Responder

      1. Sim, contratei diretamente com eles pela internet.
        E, tambem passei pela mesma expectativa: fiz a transferencia bancaria do valor pedido e fiquei naquela duvida, ate chegar em Uyuni se realmente iria ser atendido ou se tinha caído num golpe…eh eh eh
        Mas, deu tudo certo: eles foram corretissimos!
        Ah, na parte que voces não puderam ir, chegase a 4.900 metros de altitude, nos Geyseres de la Manãna… Alto pacas!

        Responder

        1. Eu tentei com a Creative Tours, mas eles não responderam. Deve ser muito lindo o trecho final do tour que optamos por não ir.

          Eu vi as fotos no seu álbum. Parabéns, elas são demais.

          Abraços!!!

          Responder

          1. Pra mim foi o contrario: eu tentei com a Ruta Verde e eles que não me responderam…
            Vocês já foram pro Deserto do Atacama?
            A parte que ficou faltando para vocês na Bolívia, dá para ser feita em um passeio de 1 dia, a partir de San Pedro de Atacama. E, com a vantagem, que vocês saem de manhã cedo e estão de volta à noite para dormir no mesmo hotel do Chile: com isso, o passeio a altitude mais elevadas, em torno de 4500 metros, é so durante o dia e, à noite, vocês estariam de volta aos 2.500 metros de San Pedro.
            Fica a dica… ;-)


          2. E se me permitir uma dica sobre o Atacama…
            Lá é um esquema parecido com o da Bolivia: muitas agencias oferecendo passeios ( que duram meio dia ou dia inteiro) que saem de San Pedro em Vans compartilhadas com outros turistas.
            Mas, quando fui la,comprei hospedagem completa (AtacamAdventure Hotel) já incluindo os passeios.
            E, por ser baixa temporada, não tinha outros turistas no veiculo, que era um Land Rover 4×4.
            Esta é a dica: o dinheiro mais bem aplicado numa viagem para o Atacama é contratar passeios num dos poucos veiculos 4×4 disponiveis da cidade.
            Voce paga mais caro, mas consegue chegar bem mais rapido nos destinos, aproveitando mais tempo na atração propriamente dita do que na estrada no caminho.
            Isso faz uma baita diferença (principalmente no dia que se madruga para chegar nos Geyseres del Tatio).
            E, alem disso, o 4×4 consegue fazer trajetos e chegar em outras atrações extras, que as vans comuns não chegam ( o passeio pela areia ate o Salar de Tara, num 4×4, faz voce se sentir num rally Dakar).
            E, particularmente, de 4×4, no passeio ate as “Lagunas Altiplanicas”, vc pode combinar com o motorista uma esticada ate o “Salar das Aguas Calientes”, que eu achei a atração mais bonita do Atacama e que não faz parte dos roteiros padrão.


          3. Se voce se interessar, eu te passo o email do guia que tem o Land Rover que fez os passeios comigo.


          4. Guilherme, muito obrigado pelas dicas. Vai ajudar no meu planejamento e de muitos outros viajantes que passam por aqui. Gostaria sim do contato do guia em San Pedro.

            Obrigado :)


      2. Puxa…vou ficar te devendo esta: Procurei e não achei nem o cartão que ele me deu, nem o email que ele me enviou, depois da viagem, com umas fotos de San Pedro debaixo de neve (pois é …acontece!)
        A unica informação que posso te passar, com certeza, é que eu me hospedei no http://www.atacamaadventure.com/ e que os passeios faziam parte da hospedagem completa. Era um motorista/guia terceirizado, com o Land Rover proprio.
        Detalhe: se voces desejarem se hospedar neste mesmo hotel, peçam para ficar no quarto chamado “Yepun”. Os quartos neste hotel tem nivel de qualidade bem heterogeneo e este foi o que eu fiquei, espaçoso, com amplas janelas e vista para o vulcão Licancabur.

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        1. Muito obrigado Guilherme, as suas informações são espetaculares para todos que desejam viajar para essa linda região. Grande Abraço.

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      3. Olá, Fred
        Achei o email do guia e motorista com quem eu fiz os passeios no Atacama:
        remodelacionesbellavista arroba gmail.com
        Seu nome é Carlos Pacheco, e ele estava abrindo sua própria agencia chamada “Leni’s Tours”.
        Como disse, eu gostei de fazer os passeios com ele porque com seu Land Rover, conseguíamos chegar mais rapidamente nas atrações, perdendo menos tempo na estrada no caminho e porque graças ao 4×4 era possível fazer trajetos e chegar em atrações que as vans comuns não conseguiam. Boa viagem!

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  10. Boa noite amigo. Li seu artigo inteiro. Estou planejando fazer esse passeio em dezembro deste ano. Já juntei muitas informações. Mas eu tenho uma dúvida principal. Quanto eu preciso levar em dinheiro mais ou menos? Se responder será de grande ajuda.

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    1. Olá John Pablo. Isso é muito relativo. Depende de quantos dias você irá ficar, do tipo de hospedagem que você escolher, das refeições que irá fazer, de como você irá chegar na cidade de Uyuni (avião ou ônibus), para onde você vai depois, etc.

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