Copacabana Bolívia: Titicaca, Isla del Sol, Cerro Calvário, Basílica

Relato do segundo e terceiro dias na Bolívia. Após passarmos um dia em La Paz seguimos para Copacabana que fica às margens do Lago Titicaca, o lago mais alto navegável do mundo e berço de civilizações antigas. Conhecemos as principais atrações de Copacabana: a praia, a Isla del Sol no Lago Titicaca, a Basílica e o Cerro Calvário. Mas passamos um baita perrengue.

Na noite anterior a Renata estava com a pressão arterial alta, mas ela acordou com a pressão estabilizada e decidimos continuar a viagem. Ainda estávamos bastante preocupados com a altitude e comíamos somente coisas leves e não ingeríamos bebidas alcoólicas. Eu tomava chá, mascava folhas e chupava balas de coca. Também fazíamos o menor esforço possível.

Agência tours e passeios na Bolívia, Peru, Chile e Argentina: uma dica interessante para contratar os passeios é a denomades (que eu conheci somente após a viagem para Bolívia).

Operadores qualificados e preços competitivos: a denomades é uma plataforma que oferece tours em vários destinos de aventura da América do Sul. São pequenos e médios operadores locais considerados qualificados pela denomades e que oferecem um bom atendimento, uma boa estrutura e preços competitivos.

Tours na plataforma denomades em La Paz:

Tours em outros destinos:

Como Chegar em Copacabana – Bolívia:

No dia anterior reservamos o ônibus para Copacabana com uma das agências que ficam no pátio da nossa pousada em La Paz (Posada de La Abuela Obdulia). Pagamos 45 bolivianos por pessoa pelo ônibus turístico que iria nos pegar na pousada às 07:30. Há ônibus mais baratos que saem do Terminal de Ônibus e vans que saem do Cemitério. Mas tudo na Bolívia é barato e acho que não compensa essa mínima economia. Sem contar que para ir até o Terminal de Ônibus teríamos que pegar um táxi e talvez ficasse até mais caro. Também há ônibus para Copacabana saindo de Puno e Cusco no Peru.

Tomamos o café da manhã às 07:00 e às 07:40 o ônibus chegou. Na verdade quem chegou foi uma funcionária da empresa de ônibus dizendo para a gente ir até a rua de baixo. A rua da nossa pousada é muito estreita e o ônibus não passa.

A distância entre La Paz e Copacabana é de cerca de 150 km e a viagem dura (ou era para durar) 3 horas e meia segundo a funcionária da agência que nos vendeu a passagem. A Renata estava meio preocupada porque o ônibus não tem banheiro e ela vai muito ao banheiro por causa do remédio para pressão arterial. E segundo a funcionária da agência o ônibus não pararia no caminho.

Subimos no ônibus e nos acomodamos. O espaço entre os bancos era muito apertado. Tenho 1,89 de altura e o passageiro da frente não podia inclinar o banco para trás senão a minha perna não cabia. Com certeza os ônibus são feitos para bolivianos, todos baixinhos.

Passamos em mais alguns hostels, pousadas e hotéis para pegar mais alguns passageiros e saímos de La Paz. Estava torcendo para chegarmos em 3 horas e meia, o que seria por volta das 11:10h. Afinal, são 150 km entre La Paz e Copacabana.

Mas quando chegamos na cidade de Al Alto, vizinha de La Paz, minha esperança de chegarmos a Copacabana em 3 horas e meia começou a desmoronar. O ônibus tem que cruzar a cidade inteira. É um local com trânsito caótico. Não é só o trânsito, tudo é caótico. Um dos lugares mais feios que já vi.

Trânsito caótico em El Alto:
El Alto - Bolívia

Cidade de Al Alto na Bolívia:
El Alto - Bolívia

A parte bonita desse trecho da viagem seria a Cordilheira Real e os seus picos nevados que daria para ver do lado direito do ônibus. Mas o tempo estava fechado e não conseguimos ver um só pico nevado.

Após cruzarmos El Alto as 3 horas e meia de viagem já estavam chegando, a Renata estava com bastante vontade de ir ao banheiro (e eu também) e Copacabana ainda estava bem longe.

Bem antes de Copacabana já dá para ver o Lago Titicaca. Mas o tempo estava nublado e não estava muito bonito. Estávamos do lado direito do ônibus e o lago estava do lado esquerdo.

Mais alguns quilômetros e chegamos ao estreito de Tiquina. Eu já tinha lido sobre essa parte da viagem. Temos que descer do ônibus e atravessar o Lago Titicaca em um barco, enquanto o ônibus vai em uma pequena balsa. Imaginei que ali poderia ter um banheiro. E tinha mesmo, ainda bem. Ao contrário do que disse a funcionária da agência, tem sim uma parada para ir ao banheiro e dar uma aliviada. E não éramos apenas nós que estávamos apertados. Deu para perceber que quase todos no ônibus desceram bem rápido em busca de um “baño”.

Após tirar a água do joelho pagamos 2 bolivianos para cruzar o lago em um barco bem simples que jogava muita fumaça do motor nos passageiros. Ainda bem que a travessia dura só uns 5 minutos. Chegamos intoxicados do outro lado. Enquanto isso nosso ônibus cruzou lentamente o lago em uma pequena balsa.

Bilheteria para comprar o ticket do barco:
San Pedro de Tiquina - Bolívia

Balsas que transportam os veículos:
San Pedro de Tiquina - Bolívia

Pequenos barcos que transportam os passageiros:
San Pedro de Tiquina - Bolívia

Do outro lado do lago há algumas barraquinhas para comprar coisas para comer. E também um Comedor, mas não quisemos arriscar com as comidas de lá. Higiene não é o ponto forte da Bolívia.

Comedor em San Pedro de Tiquina:
San Pedro de Tiquina - Bolívia

San Pedro de Tiquina - Bolívia

Após San Pedro de Tiquina a viagem dura mais alguns quilômetros até Copacabana. Nesse ponto o Lago Titicaca fica do lado direito do ônibus:
Lago Titicaca - Bolívia

Chegamos em Copacabana às 13:00. A viagem demorou 05:20, quase 2 horas a mais que o combinado. Com o passar dos dias na Bolívia percebi que tudo lá demora mais que o combinado.

O ônibus nos deixou na esquina da praça principal e de lá subimos 3 quadras a pé até o nosso hotel. Subimos bem devagar. Era uma baita ladeira. Copacabana está ainda mais alta que La Paz, cerca de 3800 metros de altitude. Uns 200 metros mais alta que La Paz.

Onde ficar em Copacabana – Bolívia:

Nós ficamos 2 noites em Copacabana no período do réveillon (dias 30 e 31 de Dezembro). Como marcamos a viagem com poucos dias de antecedência, já não havia muitas opções de hotéis disponíveis nos sites para reserva online.

Nós ficamos no Hotel Utama, que é um dos mais bem avaliados da cidade. Ele fica uns 3 quarteirões para cima do Centro (uma subidinha nada fácil a 3800 metros de altitude). Mas não deixa de ser bem localizado.

Fachada do Hotel Utama:
Hotel Utama - Copacabana - Bolívia

Os pontos altos do hotel foram o atendimento e o café da manhã, muito bons.
Hotel Utama - Copacabana - Bolívia

No pátio há uma mesa com chá de coca, água, banana e pipoca doce (muito tradicional em Copacabana).
Hotel Utama - Copacabana - Bolívia

Hotel Utama - Copacabana - Bolívia

Hotel Utama - Copacabana - Bolívia

Nosso quarto era amplo, com 2 camas. A cama maior era muito macia e fiquei com dor nas costas. Resolvermos dormir espremidos na cama menor que era mais dura.
Hotel Utama - Copacabana - Bolívia

Hotel Utama - Copacabana - Bolívia

O quarto não era dos mais limpos, mas em se tratando de Bolívia ele era limpíssimo. O banheiro e o chuveiro eram bons:
Hotel Utama - Copacabana - Bolívia

Segundo a reserva do Booking o nosso quarto tinha vista para o lago. Mas é uma vista parcial:
Hotel Utama - Copacabana - Bolívia

Mas dá para ver toda a cidade:
Hotel Utama - Copacabana - Bolívia

Outras opções de hospedagem em Copacabana:

HOTEL ROSARIO DE COPACABANA: excelente e tradicional hotel, esse hotel era nosso sonho de consumo, mas estava esgotado.
HOSTAL LAS OLAS: um dos melhores. Possui bela vista do Lago Titicaca e lhamas de estimação.
HOTEL LA CUPULA: fica ao lado do Utama, também com bela vista e bastante recomendado.
LA ALDEA DEL INCA: também com vista, ele fica mais próximo do cais e da praia.
HOTEL ONKEL INN TORRES DE COPACABANA: quase ficamos nesse. Ele fica às margens do lago, mas um pouco afastado do Centro.

Hospedagem mais barata em Copacabana:

HOSTAL VILLA IMPERIAL
HOSTAL BRISAS DEL TITICACA
HOTEL WENDY MAR
Veja mais HOTÉIS EM COPACABANA

Fizemos check-in, deixamos nossas coisas no quarto e descemos para dar uma olhada na cidade e almoçar. Descemos a ladeira em direção ao cais e a praia para procurar algum restaurante.

Já tinha lido que a cidade era meio pobre e simplória. Não me surpreendi. Mas eu esperava um pouco mais da praia. Bem desorganizada e suja. A rua da orla não é asfaltada. Na água muitos barcos, pedalinhos e caiaques formando uma paisagem com pouca harmonia.

Praia e orla de Copacabana – Bolívia:
Copacabana - Bolívia

Copacabana - Bolívia

Copacabana - Bolívia

Copacabana - Bolívia

Copacabana - Bolívia

Copacabana - Bolívia

Copacabana - Bolívia

Copacabana - Bolívia

Copacabana - Bolívia

Ali de frente para o lago ficam 2 restaurantes com mesas na laje. Escolhemos o Restaurant Flor de Mi Tierra. A truta é o prato mais tradicional e famoso de Copacabana. Pedimos uma Trucha a La Plancha (30 bolivianos por pessoa). Estava uma delícia:
Copacabana - Bolívia

Copacabana - Bolívia

E de cima da laje tínhamos uma boa vista da orla e do lago.
Copacabana - Bolívia

Como era o segundo dia na altitude, não tomei cerveja. Não queria prejudicar a aclimatação e no dia seguinte iríamos fazer a trilha na Isla del Sol.

Após o almoço subimos a rua principal, que é cheia de restaurantes, agências e lojinhas:
Copacabana - Bolívia

Copacabana - Bolívia

Copacabana - Bolívia

Aproveitamos e compramos o barco ida e volta para a Isla del Sol para o dia seguinte. Indo pela parte norte e voltando pelo sul (35 bolivianos por pessoa). Saída às 08:30 e retorno às 16:00.

Continuamos subindo, cruzamos a praça principal e fomos até a Basílica.

Basílica de Nossa Senhora de Copacabana:

É uma linda igreja com quase 500 anos de história. Ela é imponente, diria até surpreendente em comparação com a cidade.

Basílica de Nossa Senhora de Copacabana - Bolívia

Basílica de Nossa Senhora de Copacabana - Bolívia

Basílica de Nossa Senhora de Copacabana - Bolívia

É proibido tirar fotos do interior, que também é muito bonito. Uma porta ao lado direito do altar dá acesso para uma sala com uma escada. No piso superior há uma capela muito bonita.

Era dia 30 de Dezembro e havia alguns bolivianos com oferendas nos carros em frente à Basílica. Não sei se é uma tradição relacionada ao ano novo ou é sempre assim.

Copacabana - Bolívia

Depois da Basílica voltamos ao hotel para descansarmos um pouco. Ainda não estávamos totalmente aclimatados e no dia seguinte iríamos caminhar a mais de 4000 metros na Isla del Sol.

À noite saímos para jantar. Escolhemos o Restaurant Jardin de Bolivia que fica na rua principal. Além de um visual muito bonito ele era um dos que tinham mais clientes.

Ambiente bacana:
Restaurant Jardin de Bolivia - Copacabana

Pedimos uma pizza leve e tomamos refrigerante. 3º noite na Bolívia e ainda não tinha tomado uma cerveja.
A pizza estava muito boa e custou 60 bolivianos.
Restaurant Jardin de Bolivia - Copacabana

Isla del Sol – Lago Titicaca:

No dia seguinte fomos conhecer a famosa e mítica Isla del Sol no Lago Titicaca. Nós resolvemos fazer o passeio de um dia (bate-volta) e não dormir na ilha.

Funciona assim: o barco sai de Copacabana às 08:30 e chega na parte norte da Isla del Sol às 10:30. Lá você vê as ruínas históricas com a explicação de um guia e depois você percorre a trilha norte-sul (7 km a 4000 metros de altitude). O barco sai da parte sul às 16:00 e chega em Copacabana às 17:30.

Caso você não queira percorrer a trilha existe a opção de voltar para o barco após conhecer as ruínas no norte e ir de barco até a parte sul e sair de lá às 16:00h para Copacabana.

Ainda há a opção de dormir na ilha. São 3 comunidades: Yumani (Sul), Challa (Centro) e Challapampa (Norte). A maior e mais turística é a Yumani, que possui vários hostels e restaurantes. Mas é necessário subir uma grande escadaria para acessar Yumani. Na verdade a comunidade fica ao longo da escadaria, com uma pequena parte no topo do morro.

Caso você vá dormir na Isla del Sol deixe sua bagagem grande em Copacabana e leve uma mochila. Não se esqueça das roupas de frio. Faz muito frio na Isla del Sol a noite. O trajeto Copacabana até Yumani leva 01:30. Os barcos saem às 08:30 de Copacabana e às 16:00 de Yumani.

Onde ficar na Isla del Sol – Lago Titicaca:

Caso você queira se hospedar na ilha, veja algumas dicas:

CASA DE LA LUNA: no sul, uma das hospedagens mais recomendadas.
PALLA KHASA ECOLOGICAL HOTEL: no sul, recomendada, em cima do morro com linda vista, mas difícil de chegar.
HOSTAL JACHA INTI: uma das opções mais próximas do porto sul.
HOSTAL DEL SOL: no sul, econômico.
WILLKA KUTI HOSTAL: fica no norte, na comunidade Challapampa.

Veja mais opções de HOSPEDAGEM NA ISLA DEL SOL.

Há também muitas outras opções, inclusive casas de moradores. Ao desembarcar na ilha no lado sul é comum a abordagem de crianças que indicam e ajudam os turistas a encontrarem uma hospedagem. A estrutura da Isla del Sol é bem simples.

Nosso perrengue na Isla del Sol:

Tomamos o bom café da manhã no Hotel Utama e um pouco antes das 08:30 já estávamos no cais. Preparamos uma mochila com roupa de frio, roupa impermeável, boné, protetor solar e labial, algumas bolachas, barras de cereal e água.

Havíamos comprado o ticket do barco no dia anterior por 35 bolivianos ida e volta por pessoa. Nosso roteiro era descer na parte norte, conhecer as ruínas, fazer a trilha norte-sul, almoçar na parte sul, pegar o barco no sul às 16:00 e chegar em Copacabana às 17:30. Nosso barco era o Pachakutt (nome apenas no ticket, já que o barco não tinha nenhum nome escrito).
Copacabana - Bolívia

São vários barcos que fazem a travessia de Copacabana até a ilha. Os preços e horários são padronizados. A distância não é muito grande, mas os barcos são bem lentos. Os barcos saem do cais em Copacabana.
Copacabana - Bolívia

Até tentei encontrar alguma opção mais rápida, já que 2 horas para a travessia é muito tempo perdido. Acho que uma lancha faz a travessia em uns 30 minutos. Mas disseram que teria que contratar uma privativa e ficava muito caro.

Os barcos saem meio que juntos. O nosso foi um dos primeiros a sair. Saiu às 08:37 e fiquei contente, tinha lido relatos de grandes atrasos e queria fazer a trilha com tranquilidade.

O barco tem lugares no interior e no teto (ao ar livre). Em pleno verão o vento é frio e com o vento forte optamos por ir dentro do barco. Se você for um dos últimos a chegar não poderá escolher o lugar e provavelmente irá no teto.
Lago Titicaca - Bolívia

O ruim de irmos dentro do barco foi que o motor soltava fumaça e ficamos intoxicados durante toda a travessia.
Lago Titicaca - Bolívia

O tempo estava meio fechado e a água agitada. O visual não estava tão bonito pela falta de sol. A água não estava com uma coloração tão bela como já tinha visto em fotos. Estava torcendo para o tempo melhorar na ilha.

Como o lago estava agitado o barco balançava bastante. Algumas pessoas começaram a ficar mareadas, inclusive a Renata. Mas pior estava um alemão que tinha morado no Brasil e estava com uma blusa da Universidade de São Paulo. Ele estava bem ruim e teve que sair para a parte externa do barco.

Apesar de sairmos antes que a maioria dos barcos, todos eles nos passaram durante a viagem. Os barcos são lentos, mas o nosso era muito lento e vi pelo horário que iríamos chegar atrasados.

Dos barcos que nos passaram durante a travessia eu vi que esse era bem rapidinho: Andes Amazonia. Fica a aí a dica para fazer a travessia:
Lago Titicaca - Bolívia

Conforme nos aproximamos da Isla del Sol o tempo foi melhorando e as águas acalmando. A paisagem ficou mais bonita.
Lago Titicaca - Bolívia

Lago Titicaca - Bolívia

Antes de chegar na parte norte todos os barcos param na parte sul da ilha para desembarcar passageiros. O tempo de travessia Copacabana-Norte é de 2 horas. Mas já fazia 2 horas que estávamos navegando e não havíamos nem chegado ao sul. E depois anda teríamos que ir até o norte. Estávamos bem atrasados.

Por sorte nenhum passageiro do nosso barco iria descer na parte sul da ilha e não precisamos parar.

Do sul até o norte o barco vai contornando a ilha. O tempo estava melhorando e a paisagem cada vez mais bonita:
Lago Titicaca - Bolívia

Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Foi aí que o nosso “capitão” resolveu fazer uma parada que não estava programada na comunidade central da ilha (Challa). Eu fiquei um pouco revoltado e até reclamei, já estávamos atrasados.

A comunidade tem um pequeno museu e cobra pelo uso do banheiro. O único motivo que imagino dessa parada é o nosso barqueiro ganhar uma comissão pelo uso do banheiro. No museu ninguém entrou. E nenhum dos outros barcos parou nessa comunidade.

O local é bonito, mas a parada fez com que perdêssemos um tempo precioso para a trilha norte-sul.
Challa - Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Challa - Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Por causa da lentidão do nosso barco mais a parada em Challa que não estava no programa acabamos chegando na parte norte da ilha as 11:45, com 1:15 de atraso. Local onde paramos no norte da Isla del Sol:
Isla del Sol

Após o desembarque pagamos uma taxa de 15 bolivianos por pessoa para entrar na ilha:
Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Para chegar até as ruínas tivemos que subir uma baita ladeira:
Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Já começamos a ver as lindas paisagens da Isla del Sol e do Lago Titicaca:
Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Após uns 20 minutos subindo a ladeira chegamos até o local das ruínas. Lá um guia local pegou nosso grupo e nos conduziu para um pequeno tour com explicações:
Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Fomos nas ruínas Chinkana (El Labirinto):
Ruínas Chinkana - El Labirinto - Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Tomamos uma água sagrada:
Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

A Roca Sagrada em formato de puma que emana uma forte energia:
Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

A Mesa dos Rituais onde ocorriam sacrifícios de animais, crianças e virgens:
Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Mesa Ritual - Isla del Sol

Lugares históricos, mágicos e cercados por uma paisagem deslumbrante:
Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

O guia explicou que a ilha é habitada desde 1200 A.C. pelo povo Aymara e que por volta do ano 1400 D.C. os Incas (ou pré-Incas) conquistaram a ilha e ali foi o berço da civilização Inca. Parece que há muitas versões dessa história e foi mais ou menos assim que o guia explicou para o nosso grupo.

Eu gosto muito de história. Mas estava tão preocupado com o horário (já passava das 12:30) que não estava conseguindo me concentrar muito no que o guia estava dizendo e nem consegui sentir a energia do lugar (dizem que lá é um lugar sagrado e um portal espiritual).

Após as explicações o guia pediu uma contribuição de 10 bolivianos por pessoa e nos liberou às 12:50 para começarmos a trilha. Tínhamos 3:10 para percorrer a trilha, isso já considerando que não teríamos tempo para almoçar na parte sul.

São 7 km de trilha. Perguntei para o guia o tempo que se leva na trilha. Ele disse 2 horas. Mas já não estava acreditando em nenhum boliviano quando eles se referiam a tempo. Eu havia lido vários relatos de pessoas que levaram 3 ou 4 horas para fazer a trilha. Lembrando que a caminhada é a 4000 metros de altitude. Subir um lance de escada nessa altitude já não é tarefa fácil, imagine uma trilha cheia de subidas.

Começamos a trilha às 12:50.
Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Depois do aumento da pressão arterial da Renata em La Paz estávamos receosos com a trilha, embora ela mediu a pressão quando acordou e no barco e estava normal.

Fomos caminhando em um ritmo um pouco lento. A maioria das pessoas foi nos passando e começamos a ficar para trás. Nós temos um bom condicionamento físico e corremos 2 vezes por semana. Mas a preocupação era com a altitude e com a pressão arterial da Renata. Na mochila levamos o aparelho portátil para medir a pressão.

Havíamos feito amizade com um casal chileno bem legal (Francisco e Carolina). Desde La Paz estávamos juntos, por coincidência, nos mesmos hotéis e no ônibus de La Paz para Copacabana. Eles também foram na frente na caminhada para não perder o almoço na parte sul da ilha.

O tempo estava melhor, com menos nuvens. A paisagem estava deslumbrante. Um dos lugares mais bonitos que já conhecemos:
Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

A trilha é toda demarcada, fácil de seguir:
Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

As ladeiras são bem puxadas:
Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

É preciso pagar 2 pedágios durante a travessia para comunidades locais. Um de 10 e outro de 5 bolivianos por pessoa:
Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Há uns 2 quiosques bem rústicos durante a trilha vendendo água e bolachas:
Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

E uns baños também. Mas também dá para ir atrás das pedras:
Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Nosso ritmo estava bem lento. Nas subidas o coração batia bem forte. De fôlego até que a gente estava bem. Mas não queríamos forçar muito por causa da pressão arterial da Renata. O horário estava bem apertado. Já tinha praticamente perdido a esperança de almoçar na parte sul e já estava com medo de perder o barco que saía às 16:00. E esse é o último horário dos barcos.

A Isla del Sol é linda, a paisagem magnífica, um lugar deslumbrante. Eu sempre sonhei em fazer essa trilha. Mas nesse momento nosso foco era chegar no porto do sul da ilha. Não conseguimos aproveitar a trilha, a paisagem, a energia. Era um passo atrás do outro, ritmo lento e constante. Nas subidas fazíamos rápidas paradas. A Renata estava com o rosto bem vermelho e inchado. A hora passava e a gente não chegava. A preocupação aumentava.

Foi quando em uma subida a Renata teve uma forte e rápida dor no peito. Durou um segundo. Resolvemos parar para descansar um pouco. Ela ficou apavorada. Tentei tranquilizá-la. Nós havíamos trazido o aparelho que mede a pressão dela. Ela mediu e estava um pouco alta.

Estávamos no meio da trilha. Pela minha cabeça passaram várias alternativas. Procurar ajuda. Descer o barranco em busca de alguma comunidade ou morador local e tentar um barco que nos levasse até a parte sul. Pensei até em carregar a Renata nas costas, mas acho que não conseguiria caminhar mais que 100 metros.

Não tínhamos outra opção que não fosse continuar a trilha. E continuamos, mais devagar ainda. Já comecei a imaginar que perderíamos o barco. Teríamos que arrumar algum lugar para dormir na ilha. Mas era dia 31 de Dezembro, noite de Réveillon e já tinha ouvido conversas em Copacabana que tanto Copacabana quanto a Isla del Sol estavam lotadas. Não seria fácil conseguir uma hospedagem, talvez na casa de um morador.

Outro problema seria o frio. Faz muito frio à noite na ilha. Tínhamos trazido uma blusa de frio, mas para um frio de dia e não para passar uma noite. Também estávamos só com a roupa do corpo. Outra preocupação que eu tinha se ficássemos na ilha era em relação a Renata. A pressão dela estava alta, dor no peito. O ideal era passarmos a noite em Copacabana, que tem mais estrutura. A Isla del Sol é muito rústica e a estrutura é precária.

Continuamos a trilha em um ritmo bem lento. Um passo atrás do outro. O tempo foi passando. 15:00, 15:15 e não chegávamos. A preocupação aumentando. O sol estava forte. Parei de beber água, deixei para a Renata caso ela precisasse. Não tínhamos almoçado apenas comido barra de cereal e algumas bolachas.

Nem conseguimos curtir a paisagem. Até tirei algumas fotos, mas não estávamos conectados com o lugar. Era um passo depois do outro.
Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Por sorte a parte final da trilha tem menos subidas e uns trechos com árvores e sombras. O sol estava bem forte. Ali deu para aumentarmos um pouco o ritmo.
Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Nós chegamos em Yumani, o vilarejo sul da ilha, as 16:00, o barco devia estar quase saindo. Eu sabia que ainda tinha que descer até o porto e que era uma longa descida. Falei para a Renata que eu iria correndo na frente e para ela seguir o caminho até o porto e perguntar o caminho caso ela estivesse com dúvida.

Eu saí correndo que nem um desembestado e comecei a descer a escadaria que corta todo o vilarejo. Eu sabia que a descida era grande, mas era muito grande, muito mais que eu imaginava. Ainda tirei algumas fotos durante a descida:
Yumani - Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Yumani - Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Isla del Sol - Lago Titicaca - Bolívia

Corri, Corri, Corri. As vezes dava pra ver o lago lá embaixo. Ainda faltava bastante. Pedi a Deus para o nosso barco ou algum outro ainda estar lá. Só faltava depois de todo esse esforço perder o barco por poucos minutos e ter que dormir na Isla del Sol.

Na parte final da escadaria, quase chegando, eu avistei os barcos lá embaixo. Ainda estava um pouco longe do cais. Alguns barcos já tinham saído. Avistei o nosso amigo chileno (Francisco) na parte de fora do barco acenando os braços para mim. O barco já estava uns 20 metros dentro da água. Ele ficou observando para ver se a gente chegava. Ele nos salvou. Acenei o braço e continuei a correr. O barco voltou ao píer.

Cheguei ao barco às 16:15. Disse ao barqueiro que a Renata tinha tido uma dor no peito e que tivemos que caminhar mais devagar na trilha. Ele não deu muita bola e perguntou onde ela estava. Eu disse que ela estava descendo a escadaria.

Ficamos ali esperando ela chegar. Não havia mais espaço dentro do barco. O Francisco gentilmente disse que daria o seu lugar dentro do barco para a Renata e iria na parte de cima. Agradeci a ele.

Enquanto esperávamos a Renata uma mulher e a sua filha chegaram atrasadas. Elas também iam ficar para trás.

A Renata demorou mais uns 15 minutos para chegar. Ela veio descendo bem lentamente a escadaria.

Zarpamos às 16:30. Não havia lugar para mim dentro e nem em cima do barco. Fiquei do lado de fora, ao lado do condutor. Após uns 5 minutos no lago a Renata também saiu para a parte de fora e sentou ao meu lado na travessia até Copacabana. Eu estava numa mistura de alívio e estresse. Até chorei.

Estava me sentindo mal. Não havia almoçado e tinha tomado pouca água na trilha. Além do esforço excessivo da trilha e da corrida na altitude. Não sei se era desidratação, insolação, fome, mal da altitude ou tudo isso junto.

Chegamos em Copacabana por volta das 18:00:
Copacabana - Bolívia

Estávamos exaustos e não tínhamos o mínimo de entusiasmo para a noite de réveillon. Nós precisávamos comer, já que tínhamos nos esforçado e não tínhamos almoçado. Mas eu não tinha apetite, uma sensação bem estranha.

Combinamos de comer alguma coisa mais leve, ir descansar um pouco no hotel e mais tarde sair para jantar no réveillon. Resolvemos ir no restaurante que havíamos comida a pizza na noite anterior, o Restaurant Jardin de Bolivia. Eu tinha reparado que no cardápio tinha algumas comidas mais leves, como sanduíche de presunto e queijo. Pedimos um misto quente cada um.

Copacabana - Bolívia

Estava comendo forçado, sem vontade. Também estava com um pouco de ânsia. Quando tínhamos comido a metade do misto quente, a Renata pegou a outra metade dela e viu que o pão estava embolorado. Estávamos tão cansados, estressados e ruins pelo esforço na altitude que resolvemos nem reclamar. Deixamos o resto do misto no prato, pagamos a conta e subimos até o hotel.

Depois de um bom banho deitamos para tentar dormir um pouco. Mas não conseguimos. Ficamos mais de uma hora rolando na cama e resolvemos nos aprontar e sair para jantar e ver o réveillon.

Réveillon em Copacabana – Bolívia:

Eu bebia muita água. Estava me sentindo desidratado. Saímos do hotel umas 22:30. Estava chovendo e imaginei que a chuva iria estragar o réveillon. Por sorte logo depois parou de chover e as ruas começaram a encher de turistas e bolivianos.

Eu ainda estava bem ruim e sem apetite. A Renata estava bem, a pressão dela já tinha abaixado e ela estava até querendo tomar um vinho.

Ficamos perambulando para decidir onde íamos jantar e passar o réveillon. Alguns restaurantes já estavam com todas as mesas reservadas, outros estavam bem vazios. E nós estávamos com pouca paciência para ficar escolhendo.

Na rua principal havia um restaurante com um DJ do lado de fora tocando música e tentando convencer as pessoas a entrarem no restaurante. Fomos dar uma olhada no restaurante (chamado Huanchaco).

O ambiente estava com uma decoração bem bacana para o réveillon:
Réveillon em Copacabana - Bolívia

A ceia teria o jantar, vinho tinto ou espumante e o DJ tocaria a noite toda segundo o proprietário do restaurante. Custava a fortuna (para os padrões bolivianos) de 150 bolivianos por pessoa (cerca de R$ 60,00 no câmbio de quando fomos).

Decidimos ficar por ali mesmo, não estávamos com a mínima paciência de ficar procurando mais restaurantes. Eu perguntei ao dono se poderia trocar o meu vinho por água. Ele disse que não, que apenas o vinho estava incluído. Depois ele liberou a água, como se estivesse fazendo um grande favor para mim.

Eu estava sem apetite. E com o estômago embrulhado. Passeio o réveillon tomando água. Nunca imaginei isso. A Renata estava melhor e tomou meia taça do espumante (servida na temperatura natural, quente para o nosso padrão).

Antes da meia-noite veio o nosso prato, uma truta. Comi um pouco mais que a metade, bem forçado. Mas estava muito boa.
Réveillon em Copacabana - Bolívia

Ficamos mais um pouco esperando a virada. A rua principal e a orla começaram a ficar bem cheias e muitas pessoas começaram a soltar fogos. Fiquei até com medo de sair na rua com aqueles malucos soltando fogos (vai saber a qualidade dos fogos bolivianos). Decidimos esperar o término dos fogos para sairmos na rua.

Como o nosso restaurante tinha um DJ na calçada muitas pessoas ficaram na rua na frente do restaurante. Era o ponto mais animado de Copacabana. A maioria dos clientes do restaurante saiu na rua para comemorar a virada do ano. Ainda com medo dos fogos mais intensos resolvemos aguardar dentro do restaurante.

À meia-noite o dono do restaurante colocou uma grande bateria de fogos no meio da rua. Havia muitas pessoas soltando fogos na cidade, mas sem dúvida os do nosso restaurante foram os melhores.

Acontece que no meio do foguetório a bateria virou em direção ao restaurante e os rojões continuaram a estourar. Foi uma correria na rua. O restaurante tem a fachada de vidro e nós estávamos distante da vidraça, uns 15 metros para dentro do restaurante. Deitamos no chão assustados e por sorte o vidro não quebrou. Os rojões explodiram bem onde estava o DJ. Uma das caixas de som foi danificada e por muita sorte ninguém se feriu.

Após o susto o DJ se recompôs, a caixa de som voltou a funcionar e a rua na frente do nosso restaurante ficou o ponto mais animado de Copacabana. Muita gente dançando com as músicas do DJ, inclusive algumas músicas brasileiras.

Quando a quantidade de fogos soltados diminuiu saímos na rua e descemos até a orla. Havia muita gente, principalmente turistas. Um bloco, tipo carnaval, subiu a rua. O réveillon em Copacabana é animado, principalmente se você conseguir viajar em turma ou formar uma turma.

Mas nós estávamos sozinhos e sem pique para curtir o réveillon depois de todo o estresse da Isla del Sol. Depois que eu jantei até melhorei um pouco, mas ainda não estava 100%. Antes da 1 hora da manhã já estávamos no hotel. No dia seguinte iríamos para La Paz na hora do almoço e se eu acordasse bem iria subir o Cerro Calvário.

No dia seguinte acordei bem e a Renata também. A pressão dela estava normal. Resolvi subir o Cerra Calvário e achamos melhor a Renata não ir, por causa da dor no peito e da subida da pressão no dia anterior.

Tomamos café da manhã e perguntamos o horário que poderíamos sair do quarto. Disseram que as 10:30. Eu arrumei a minha mala e saí para subir o Cerro Calvário sozinho. A Renata ficou arrumando as coisas dela e tomando banho. Minha intenção era voltar até as 10:30h.

Cerro Calvário – Copacabana – Bolívia:

O Cerro Calvário é um morro ao lado do Centro de Copacabana e as margens do Lago Titicaca. Nele há uma via crúcis com as 14 estações. É uma subida bem puxada, com desnível de cerca de 150 metros da orla de Copacabana. A caminhada é feita a quase 4000 metros de altitude, com muita falta de ar, mas proporciona uma vista deslumbrante de Copacabana e do Lago Titicaca.

Perguntei na recepção do hotel sobre a subida e disseram que leva cerca de 45 minutos. Saí um pouco antes das 09:00 e queria retornar até as 10:30 para ajudar a Renata a fazer o check-out do hotel.

O bom da localização do Hotel Utama é que a rua lateral do hotel é uma espécie de atalho para a subida do Cerro Calvário. O fim dessa rua lateral já dá quase na metade do caminho. Mas ela é muito inclinada, a subida é bem lenta e cansativa.
Cerro Calvário - Copacabana - Bolívia

Cerro Calvário - Copacabana - Bolívia

Com o atalho entrei na via crúcis lá pela 6º estação:
Cerro Calvário - Copacabana - Bolívia

A subida é calçada nesse trecho:
Cerro Calvário - Copacabana - Bolívia

Mais um pouco e cheguei no Mirador Sagrado Coração de Jesus que fica na metade da subida. Vista magnífica do Lago Titicaca::
Lago Titicaca - Bolívia

Olha os barcos indo até a Isla del Sol:
Lago Titicaca - Bolívia

Após o mirador a subida é em escadaria de pedra. É a pior parte:
Cerro Calvário - Copacabana - Bolívia

A subida não é fácil, imagine com mais 1 nas costas:
Cerro Calvário - Copacabana - Bolívia

Eu estava subindo num ritmo bem forte, tive parar um pouco na escadaria. Meu coração estava batendo muito forte, dava para escutar ele batendo.
Cerro Calvário - Copacabana - Bolívia

Cerro Calvário - Copacabana - Bolívia

Mais algumas estações:
Cerro Calvário - Copacabana - Bolívia

E cheguei:
Cerro Calvário - Copacabana - Bolívia

Subi em incríveis 27 minutos.

Linda vista da cidade e do lago lá de cima. Uma pena que havia uma nuvem encobrindo a cidade:
Cerro Calvário - Copacabana - Bolívia

Cerro Calvário - Copacabana - Bolívia

Cerro Calvário - Copacabana - Bolívia

Só havia eu de turista. Acho que estava todo mundo dormindo por causa da noite de Réveillon. Mas havia muitos bolivianos.
Cerro Calvário - Copacabana - Bolívia

Era dia 1º de janeiro e eles estavam fazendo as suas oferendas:
Cerro Calvário - Copacabana - Bolívia

Várias barraquinhas lá em cima. Não deve ser fácil subir com as mercadorias:
Cerro Calvário - Copacabana - Bolívia

Linda vista do Titicaca lá do alto do Cerro Calvário:
P1090299

Nas descida não voltei pelo atalho da rua lateral do Hotel Utama. Desci até a 1º Estação da Via Crúcis:
Cerro Calvário - Copacabana - Bolívia

Cerro Calvário - Copacabana - Bolívia

Cerro Calvário - Copacabana - Bolívia

Queria ver como era o início da subida:
Cerro Calvário - Copacabana - Bolívia

A subida começa na Capela del Señor de La Cruz del Colquepata:
Cerro Calvário - Copacabana - Bolívia

Cheguei no hotel às 10:15 e tomei um banho bem rápido. Fizemos o check-out, deixamos nossas bagagens no hotel e descemos até a orla passear mais um pouco.

Muitos bolivianos estavam comemorando o ano novo às margens do lago:
Copacabana - Bolívia

Copacabana - Bolívia

Copacabana - Bolívia

Copacabana - Bolívia

Muitos veículos enfeitados:
Copacabana - Bolívia

Copacabana - Bolívia

Copacabana - Bolívia

Copacabana Bolívia

Nosso ônibus para La Paz saía às 13:30. Fomos almoçar. Após muita indecisão escolhemos o Café Bar Restaurant Bambú:
Copacabana - Bolívia

Menu com Entrada + Prato Principal + Sobremesa por 25 bolivianos. Fomos de truta de novo. Estava tudo bom:
Copacabana - Bolívia

Copacabana - Bolívia

Olha o garçom do restaurante com o filho nas costas:
Copacabana - Bolívia

Subimos até o hotel para pegarmos a nossa mala. A van do hotel nos levou até a praça principal para pegarmos o ônibus. O ônibus era para sair às 13:30. Atrasou só 10 minutos.

Perguntei para o funcionário da empresa que estava organizando os passageiros se o ônibus iria nos deixar na Iglesia San Francisco em La Paz (que fica a 2 quarteirões da nossa pousada). Foi o que a vendedora da agência que compramos a passagem em La Paz havia dito.

Ele disse que não, que o ônibus pararia somente no Terminal de Buses em La Paz. No final das contas foi até bom, porque pegamos um táxi no Terminal de Buses até a pousada que ficou 20 bolivianos. Foi melhor do que subir 2 quadras de ladeira até a pousada com as bagagens.

Na viagem de volta o tempo estava melhor que na ida e deu para tirar fotos melhores do Lago Titicaca, da travessia de Tiquina e até de alguns picos da Cordilheira Real:
Lago Titicaca - Bolívia

Cordilheira Real Bolívia

Cordilheira Real Bolívia

Em San Pedro de Tiquina havia um grupo dançando na praça:
San Pedro de Tiquina - Bolívia

O ônibus da volta era maior e mais rápido que o da ida:
San Pedro de Tiquina - Bolívia

Chegamos no Terminal de Buses em La Paz às 17:10, com pontuais 03:30 de viagem.
Terminal de Buses - La Paz

De novo ficamos na Posada de La Abuella Obdulia. O táxi até a pousada custou 20 bolivianos.

Estávamos felizes por chegarmos são e salvos em La Paz depois dos perrengues em Copacabana e na Isla del Sol. Tanto eu como a Renata estávamos nos sentindo bem e até pensávamos em beber uma cerveja ou vinho no jantar. Será que a viagem começaria a melhorar a partir de agora? No dia seguinte pela manhã iríamos ao Teleférico Linha Vermelha em La Paz e a tarde tínhamos um voo para Uyuni para para fazer o tour no deserto de sal.

Vídeo Copacabana – Lago Titicaca – Isla del Sol:

Assista ao vídeo que fizemos dessa viagem. Ele está em nosso canal do Youtube. Ajude o nosso vídeo a ficar mais popular e clique em gostei (joinha). Veja mais vídeos de nossas viagens e se inscreva em nosso canal.

Confira todas as nossas dicas da Bolívia:

Veja abaixo todos os nossos relatos de cidades e passeios na Bolívia. Passamos vários perrengues, sofremos com a altitude e tivemos que vir embora mais cedo. Confira:

Dicas de La Paz

Dicas de Copacabana – Lago Titicaca – Isla del Sol

Dicas Tour Salar de Uyuni (Deserto de Sal)

Dica: economize no seguro-viagem para a Bolívia e América do Sul

13 Comentários


  1. Nossa, fiquei aflita a cada parágrafo lido! Que pena que não puderam aproveitar tão bem um passeio como esse tão aguardado por conta das coisas inesperadas! Muito obrigada por compartilharem conosco sua rica experiência! Esse relato foi importante para o planejamento da minha trip. Parabéns!

    Responder

  2. Olá, Fred.
    Gostei muito do seu relato, acho importante quando um viajante conta os perrengues que passou em sua viagem e não tenta “vender” uma imagem de maravilhas que na verdade não existiu. Senti-me realmente angustiado com o estresse que passaram na Isla del Sol, mas felizmente foi tudo bem. Bom saber que não se pode contar muito com a pontualidade e organização dos passeios bolivianos. Certamente suas informações serão muito úteis para a minha viagem.
    Sucesso nas próximas viagens.
    Abraço.

    Responder

  3. Que stress na Isla del Sol ! Deus me livre…por isso quando fui, tratei de dormir uma noite por lá…deixar roteiro apertado demais e dependendo de pontualidade/sorte é muito ruim, pois tudo pode acontecer e acabamos estragando um dia de viagem que deveria ser lindo. Eu sabia que poderia passar pelo menos que você passou (pq não sou adepta de subidas), mesmo sabendo que a parte norte da Isla é linda, pra mim não faz sentido estar lá só pra dizer que fui e não aproveitar/contemplar, por isso optei por chegar e partir da parte sul, fiquei no hotel mais baixo perto do porto e aproveitei bastante o meu dia, as paisagens, a vilinha, sem stress…subi o suficiente para ter uma vista maravilhosa e conheci toda a face sul.

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  4. Olá Fred!
    Muito legal seu relato!!
    Vou sair de La Paz, vou para Copacabana e já vou para Isla del Sol,e vou passar uma noite lá. Sabe dizer se tem onde eu deixar minha bagagem em Copacabana? pois não vou dormir lá? Será q tem algum locker?
    Você acha muito corrido?

    Obrigada!

    Responder

    1. Oi Cintia, obrigado :)

      Corrido eu não acho, só não sei sobre barcos para a travessia, porque os barcos para passeios saem pela manhã e provavelmente você chegará na hora do almoço em Copacabana (saindo cedo de La Paz).

      Creio que não haja um locker propriamente dito, lá é tudo bem rústico. Talvez um hostel ou hotel possa guardar a sua bagagem.

      Boa sorte!!!

      Responder

  5. Fred! Muito legal sua viajem!! E muito obrigada por todos os detalhes da viajem!!! uhauhaua
    Eu tenho só uma dúvida, vc saberia me dizer se existem barcos saindo de Copacabana para as Ilhas no periodo da tarde? Eu tenho vontade de passar o ano novo na ilha, e chego em copacabana no dia 31/12 no periodo da tarde.

    Muito obrigada!!!
    Taís

    Responder

    1. Olá Taís, que bom que você gostou da viagem :)

      Olha, não tenho certeza, mas eu creio que na parte da tarde você só encontre barcos privativos (você teria que alugar um barco).

      Como é véspera de réveillon terá muitas pessoas indo para a ilha e talvez você até consiga “rachar” um barco com outras pessoas.

      Eu recomendo que você reserve com antecedência uma hospedagem na ilha, porque ela lota no réveillon. Se eu você você perguntaria para a hospedagem sobre a travessia na parte da tarde, se é possível.

      Dá para reservar a hospedagem no Booking (a Isla del Sol é a Comunidad Yumani) : http://www.booking.com/city/bo/comunidad-yumani.pt-br.html?aid=349433

      Boa viagem!!!

      Responder

      1. Muito Obrigada Fred pelas informações.
        Já entrei em contato com um dos hostels!

        =D

        Responder

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